Um pouco sobre mim e meu perfil como imigrante

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Como eu disse no post anterior eu voltei a vida de acompanhar pessoas no canada e imigracao =) e acabei percebendo que eu nao me encaixo no perfil das outras pessoas e outras historias. Atualmente estou acompanhando de perto pelo snapchat a Biba do Bibacria, a Cassandra do Canada.br e a Mara do Canada Again. Todas com canal no youtube. Tambem acompanho outros pelo snapchat outras historias pelo snap (pretendo atualizar a lista aqui no blog e colocar todo mundo que eu to seguindo. Guentai rs).  Ja estou me perdendo no assunto. A questão é que a o  Canada Again comecou uma serie chamada “recem chegados” no qual ela meio que intrevista pessoas que chegaram ha menos de um ano e quais sao as impressoes ate agora. Os perrengues, as expectativas, o que superou expectativas etc. Para morar um pouco a realidade da vida aqui e que por melhor que seja a vida aqui no Canada paraiso nao existe e problemas que voce nem imaginava que existiam vai te incomodar (pelo menos essa é a minha definicao do que ela esta fazendo rs). Em resumo eu estou seguindo familias com criancas que ja tinham uma vida mais estabelecida no Brasil e que falam mais direcionada para pessoas que as vezes a primeira vez que vai pisar em solo canadense será quando estiver com o PR e que talvez estejam deslumbradas com a ideia de Canada. E foi ai que eu me toquei que o meu perfil é outro.

Eu vim para ca de intercambio e renovei os docs quando decidi fazer um college. Eu ja tinha vindo para o Canada antes, em 2008, tambem de intercambio e sem nem pensar e saber sobre imigracao. Fiquei 6 meses e voltei com ingles baum! =) E descobri como no geral os brasileiros falam um ingles bem ruimzin… =X E entao descobri o lance da imigracao e li um pouco sobre isso, mas eu tinha uns 20 anos mais ou menos na epoca e achei que estava cedo quis esperar. Alguns anos depois tive a chance de voltar para ca e dessa vez pro frances. Foi mais ou menos a epoca que comecei o blog e li muito de mais a beca sobre imigracao. Eu nao tinha pensado ainda em ficar aqui. Foi uma coisa que aconteceu depois de uns meses que eu ja estava aqui e surgiu a oportunidade.

Eu vim sozinha (na epoca estava namorando e ele viriam eventualmente, mas a vida aconteceu e…) de intercambio, com paGraduate-femalessagem de volta, entrei num college, estou aqui como estudante internacional e o objetivo é imigrar com o diploma do curso pelo PEQ (enquanto a maioria vem e veio pelo skilled worker – mesmo ele tendo mudado demais ao longo dos anos). Dos blogs que eu achei pelo caminho nao vi nenhum com esse perfil. Talvez sozinho/a mas nao como estudante. Quando eu criei esse blog eu ate queria encontrar uma historia nesse perfil pra saber o que esperar desse processo de imigracao.

Outra coisa tambem é que como eu disse muitos saem do brasil de familia formada e emprego estabelecido. Mas uma vez nao foi o meu caso. Eu sai da casa da mamãe direto para esse imenso canada. E acabou sendo uma transicao suave para mim. Cheguei em homestay, depois dividi ape e agora moro sozinha. Pouco a pouco as responsabilidades foram aumentando. Pela primeira vez na minha vida eu de fato tenho contas pra pagar, aluguel, e sai da vida de dondoca direto para o glamour de arrumar a casa (aquela que mal sabia lavar um banheiro rs). Mas mais uma ez foi uma transicao suave e progressiva. Eu nao tive o choque da chegada aqui, eu nao tive que chegar resolvendo um monte de coisa, eu nao tive que me preocupar com um monte de coisa. Eu vim bem turista de ferias. ok, tinha as aulinhas, mas depois eu rodava a cidade! Meu primeiro verao aqui eu fui em todos os lugares, festivais e pontos turisticos possiveis (o que acaba sendo ate uma coisa positiva ja que meu curso é hotelaria ne rs). Esse vai ser o meu quarto verao aqui e ainda nao curti um tanto quanto o primeiro. =D

Junto com isso muito dos meus “primeiros” foram aqui. Meu primeiro cartao de credito foi aqui (ja pensando em criar um historico de credito 😉  ) que como estudante nao foi muito dificil conseguir. Minha primeira busca para alugar uma casa foi aqui. A primeira vez que aluguei um carro foi aqui. A primeira vez que tive que escolher plano de celular, de internet foi aqui. Eu vejo que muitos dos blogs e canais comparam as coisas com o Brasil, mas eu nao sei o que dizer porque eu nao fiz essas coisas no Brasil. So sei por alto mesmo. E depois de 3 anos aqui muita coisa ficou natural para mim ja. Eu vi num dos snaps alguem mostrando que todo mundo usa celular no onibus. Eu sei que no Rio nao era assim e do jeito que eu estou parece que piorou muito desde que eu vim. Mas aqui eu nem percebo mais pra falar a verdade rsss Eu vivo andando com o celular na rua. Tiro foto pro instagram, mando audio no whats, faço video. Ninguem me segura. Poucas foram as vezes que me senti insegura aqui, mas nunca por causa de celular. Inclusive, na verdade, das vezes que eu voltei pro brasil eu ficava preparando minha cabeca para lembrar que nao pode usar cel em qq lugar (ate pq eu nao tenho cel la e nem internet rsss so em casa mesmo). Eu nem lembro mais qual o protocolo pra usar o cel. E se eu quiser ver a hora? Qual o risco que eu corro so pra dar uma olhadinha? D= Outras coisa tambem é atravessar a rua. Ja acostumei com a prioridade. Ruas sem sinal eu saio andando xD Porque eles param. Por outro lado quando eu tive que dirigir aqui eu fiquei com medo de nao ver e quase atropelar alguem, mas nem rolou. Acho que deve ser mais tenso ruas com ciclovia, mas nao peguei isso ainda.

Acho que a unica coisa que eu realmente ainda curto e olho um pouco com olhos de brasil é os eventos e as coisas legais que acontecem na cidade DE GRAÇA! Os balanços musicais, o Maestro, os pianos publicos, os festivais de musica (jazz, francofolie etc). Aquele meu primeiro verão que eu tanto curti. Eu acho que so gastei com lanche mesmo. Ja tinha o passe pro metro por causa do curso (passe mensal que permite você andar de metro o mes inteiro livremente quantas vezes quiser/precisar), os fui nos eventos de graça. Realmente so comida que eu acabava comprando.

Moral da historia é que eu tenho uma outra visao do Canada devido a minha experiencia. Eu nao criei grandes expectativas quando vim em 2013. Eu quis usar o tempo do college justamente pra ver e sentir como eu me sinto aqui, sozinha, ver o inverno (ja que Vancouver tem um inverno bem brando comparado com o daqui) e decidir se me adapto ou não. Na pior das hipoteses eu voltaria para o Brasil com um diploma internacional, um ingles afiado e francês. So que eu não quero voltar rs.

Se alguem ai esta pensando em vir sozinha/o ou fazer college para entao imigrar, Quebecleza! esta ai! Nesse mar de familias e casais que vieram pelo Skilled worker, ca estou eu de estudante, nao-imigrante (ainda!), de olho no PEQ =)

Ela

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Não existe paraiso – um pouco da vida e das dificuldades de viver aqui

O bloguinho vai ficando abandonado… Mas ele não morreu!

Outro dia perguntaram num grupo no facebook quais as dificildades que a gente ainda encontra depois aque chega aqui ou menos depois de anos aqui. Muita gente ainda acha que aqui é o paraiso e que depois que o visto sai os problemas acabaram. Bom, choveu respostas e depois eu vi que virou assunto no Montreal na real com o nome de Dark side da imigraçao. O audio é bem longo então fui ouvindo picadinho durante a semana e eu gostaria de dar meu ver no asssunto tambem. Eles falaram de muitas coisas pertinetes e me fez pensar (só nao pensei mais pq as coisas estam tensas no meu dia-a-dia rs).

Acho que medo do inverno e saudade da familia é a primeira coisa que todo mundo pensa. Mas o que a galera mais sente, pelo menos de acordo com o que eu vi no post e com o Montreal na Real é o idioma, integraçao, idioma, trabalho, idioma. Sim eu falei idioma 3 vezes porque é o que pesa. Realmente nao saber se expressar é frustante e a razao pela qual eu nao sou mais fluente em frances depois de quase 3 anos aqui. Montreal é bem bilingue, no sentido que quase sempre consigo ser atendida em ingles em diversas situacoes, que para evitar a frustracao e o bloqueio do frances, eu acabo sempre caindo no ingles. My bad. Mas não recomendo. Vindo para o Quebec quero reforcar que é essencial o frances. Eu me viro bem porque meu listening nao esta ruim e eu consigo acompanhar o que esta acontecem mesmo que eu perca pedaco das frases. Na verdade, apesar de nao me sentir segura para falar frances, em diversas situaçoes eu percebi que estou acima da media de mt gente que chega aqui quando se trata de entender. Por outro lado, estou bem abaixo quando se trata de sair falando sem medo de tentar. E no ingles eu me sinto confortavel e me viro bem.

O que eu sinto mais mesmo é a questao de nao pertencer, nao entender, nao saber das coisas daqui. Depois que arrumei um TV eu ainda continuo nos canais em ingles porque eles fazem sentido pra mim (ate porque tem parte da programacao america como algumas series que eu gosto). Nos canais em frances eu não sei quem eles são, nao sei direito do que eles estao falando, as piadas fazem sentido e é um esforco muito maior a ser feito para poder acompanhar. Até meu namorado que é daqui não curte rss ai fica dificil ne xD Mas eu estava me sentindo muito isolada no fim do ano passado. Ainda nao sinto que fiz amigos aqui, daqui que ficaram aqui. Depois do meu primeiro ano eu decide que evitaram me apegar a pessoas que vao embora. Cansei de dar tchau e ficar pra tras. Fiz muito isso no primeiro ano quando estava de intercambio. Muita gente vem pra ca e fica 1, 2 , 3 meses e vai embora, os que ficam mais ficam 6 e eu que fica ficar 10 meses estou aqui ate hoje. No fim daquele ano eu nao tinha mais amigos. Foi triste foi chato. Foi uma galera que me fez falta. Depois eu comecei o college e eu sabia que teria aquelas pessoas por pelo menos 3 anos. Mas ja no inicio do ano passado eu ja comecei a perceber que nem todo mundo quer ficar. Tem gente que se forma e vai embora, volta pra casa ou quer ir pra outra cidade ou pais. Comecei a sentir que Montreal é uma cidade transitoria. Quem anda no meio de estudantes sabe que é um publico que se forma e vai embora. Tem gente de cidades vizinhas ou de outras provincias que so vem aqui para estudar mesmo e volta depois do curso. E mesmo dentro do meu curso eu sinto que falo com todo mundo e todos os grupos, mas não pertenço a nenhum. E no fim as pessoas com quem saio sao brasileiros… Moral da historia, acreditei que college fosse me dar oportunidade para fazer amigos, mas na realidade nao foi bem assim. Mas fiz bastante conhecidos.

Outras coisa que pesa é nao saber como as coisas funcionam aqui. Ao contrario de quem chega imigrante e tem que resolver tudo ao mesmo tempo e rola um overdose de coisas a serem feitas  + entender a cidade, eu pude ir com calma nesse aprendizado. E mais, meu curso me deu muita informaçao util pra quem nao é daqui. Por exemplo, eu tive uma aula de segurança no trabalho que me apresentou o CSST e como funciona. Ou seja, qualquer acidente de trabalho que aconteça o CSST cobre, se você precisar se ausentar do trablho por isso explicaram como eles calculam o salario etc etc. Posso nao saber tudo de cor, mas ja sei onde ir pra perguntar. Minha aulda de RH falou de curriculo dos e donts e cover letter mas isso voce acha na internet. Falamos sobre perguntas ilegais que você podde recusar a responder porque não sao pertinentes ao cargo ou que podem ser descriminatoria. Falamos das unions que sao como sindicatos e que tem um peso enorme aqui. Elas fazem contratos com as empresas em nome dos funcionarios (qualquer cargo de supervior pra cima nao esta coberto) determinando TUDO, carga horaria maxima, carga de trabalho, como promover alguem, direitos etc etc. E isso vai pesar qnd voce quer ser promovido. Pois a union sempre da prioridade pra quem temmais tempo de empresa. Ou seja, fulano pode nao ser muito bom ou o mais competente para ser promovido, mas ele tem 20 anos de empresa e quando tiver uma oportunidade de promocao ele sera a primeira opcao. Esses agreements mudam de empresa pra empresa mas essa da senority é cliche. Logo, sabendo disso ja sei que as promocoes vao demorar, na hora de fazer horario o ulltimo que chegafica com menos horas, quem tem senority pode escolher dias de folga, os horarios etc etc. Ja não vou ficar surpresa com isso. Tambem tive aula de law que eu uma geral muito boa em varios assuntos. Sei que contrato verbal aqui tambem conta, que contratos podem ser cancelados se você provar que você foi forçado ou intimidado a assinar (por examplo, com uma arma na cabeca), que contrato de aluguel de casa renova automaticamente, que video nao conta como testamento em caso de morte (historia engracada), que se não casar, mesmo depois de 40 anos juntos, o conjuge nao tem direito aos bens depois da morte do outro conjuge.

Outra aula que me ajudou muito eh a da frances esse ano. Eles dividiu as regioes do Quebec e cada um tinha que apresentar pra turma. Quem diria, tem 21 regioes dentro do Quebec! Pelo menos ganhei uma nocao da provincia como um todo. Mas o que me falta mesmo é entender as divisoes de Montreal e redondesas… Falam muito da West Island (que eh pra onde tem o aeroporto), South Shore (que pelo o que eu entendi é fora de MTL, Brossard etc depois do ponte rs) e volta e meia falam um lugar e eu fico… ah ta…… (????) E é esquisito porque nas aulas é tudo muito local e nem sempre os exemplos dos profs fazem sentido pra mim. Tem empresa que eu nao conheco. É tipo eles dando falando da Mesbla (quem lembra ?  rsssss). Sinceramente eu ouvi muito dessa loja quando eu era crianca, nem sei se cheguei a entrar nela, ela faliu. Mas se alguem falar dela acho que nao ia ficar tao perdida. Ou mesmo usar a Varig como exemplo. Enfim, eu fico por fora. Isso éporque eu ainda nao tive ue falar de celebridades canadenses hahaha. Quebecois entao…..

Do meu ponto de vista, o inverno é o de menos. É frio, mas só na rua e quando eu entro eu ate esqueço. O que pesa mais pra mim é o dia curto e a falta de sol. Dezembro aqui ficou dias sem fim nublado e cara de chuva. O dia super curto com o por do sol pelas 16h e o pouco e luz solar que a gente podia ter ficou coberto por nuvem. Isso semana a pos semana comecou a me incomodar. Acho que posso ousar dizer que prefiro -30C ao fresquinho que tava porem nublado. Me de sol, mesmo que com o frio. Entranos no horario de verao no fds passado e eu adoro (mesmo tendo sido uma transicao dificil fiquei com os horarios tudo trocado). Literalmente de um dia pro outro o sol se poe depois das 18h =D

Quanto a preconceito por ser imigrante eu ja senti uma leve vibe numa entrevista de emprego. Foi e nao foi preconceito. Eu tive a sensacao que minha experiencia fora não conta. Eu ja trabalhei em hotel e a pergunta dela foi assim “entao voce nao tem nenhuma experiencia em hoteis….. em montreal” e isso me incomodou pq me deu a sensacao que se nao for aqui nao conta. Mas se todo mundo for pensar assim como é que se consegue a experiencia aqui???? ora bolas! U_U e outra que me incomoda muito é quando meu namorado diz que “é coisa de imigrate”. La estava eu linda olhando floquinhos de neve de perto tão lindinhos e ele me disse “ça fait tellement immigrant” (ah isso é tao imigrante) eu nao acho que ele fala por mal, acho que faz mais pra implicar mesmo, mas mesmo assim… De forma geral eu acho que os quebecois são bem tranquilos com imigrantes. Na verdade eu acho que são os outros imigrantes que trazem seus preconceitos, assim como nos trazemos os nossos. Não que os quebecois não tenham preconceitos, mas eu acho que eles ja crescem numa cidade tão multicultural que acho que eles crescem mais receptivos, eu imagino.

Acho que o post ficou muito cheio de ideias soltas em cada paragrafo, mas é que eu tenho um monte de coisa em mente e esta tudo bagunçado rs mas o que eu quero dizer é que aqui não é um paraiso apesar de ter uma qualidade de vida bem melhor. Se você pensa mesmo em vir pra ca foque na lingua. Sem ela você se enrola pra fazer todas as outras coisas. Pesquise bastante! Porque quanto mais voce souber antes de vir mais facil fica quando voce chegar aqui. E saiba que tem umas coisas que são bem pessoas. Umas pessoas se integram melhor, cada um sente falta de uma coisa, uns se sentem em casa mais rapido, uns sentem muito. E se vier e ver que isso nao é pra voce, volte e busque o que te faz feliz. Nao tem pra que ficar infeliz aqui. Canada não é para todo mundo, imigrar não é para todo mundo e ninguem é menos por isso.

Eu adoro o Canada, gosto muito de Montreal, mas tenho meios receios quando algumas politicas do Quebec. E o sistema de saude daqui me assusta. Volta e meia tem umas historias loucas no jonal de pacientes que tiveram problemas. Do nivel que vi uma materia de pessoas cruzando a fronteira pra ir numa clinica em Ontario e falando como o tratamento la é muito melhor. Aqui você espera demais, os medicos fazem pouco caso e parece que eles evitam fazer testes mesmo você precisando ser dianosticado… Nisso outras provincias parecem melhores, sem contar a ausencia do frances 😉

Pra onde eu iria? Não sei…

Ela

O interculturalismo do Quebec (continuando)

No ultimo post eu falei do Multiculturalismo e seus efeitos. Só esqueci de dizer que era mais pro Canada do que pro Quebec. Eu acabo esquecendo que o Quebec é meio filhinho favorito e faz o que quer. Com isso no Quebec existe o Interculturalismo. E ele por sua parte é diferente do Multiculturalismo.

A professora definiu (estamos falando disso em sala de aula) o interculturalismo mais ou menos como “você acredita no que quiser, fala a lingua que quiser, as tradições que quiser… Dentro da sua casa.” Enquanto o Canada e seu multiculturalismo quer abraçar o mundo e gritar “SEJAM TODOS BEM-VINDOS” (mesmo que essa atitude tenha repercussões já discutidas no post anterior), o Quebec prefere mostrar seus valores e ter os imigrantes se integrando a eles, mas deixando espaço pra que cada um ainda mantenha sua cultura, se quiser. Como na lista de leitura não tinha nada muito especifico de Quebec eu achei o texto “Clarification of terms: Canadian Multiculturalism and Quebec Interculturalism” que eu confesso que não li todo. A questão é que o interculturalismo quer que o imigrante saiba e respeite os valores de Quebec. E os valores são definidos: liberdade de expressão e religião são fundamentais a sociedade quebequense alem do mais todo mundo beneficia da proteção igual da lei (leis aplicáveis a todos) e o documento oficial diz mais: “viver no Quebec é viver em francês (MICC, 2011, p. 2). A lingua francesa é o simbolo de pertenção à sociedade quebequense (MICC, 2011, p.2). Aprender a lingua francesa é, de fato, necessário para uma integração social e economica bem sucedida (MICC, 2008, p. 14; MICC, 1991, p. 17 and 66).” #ficadica

Com isso você vê que o approach do pais e da província são um cadinho diferentes. Ambos concordam com o conceito de que a lei se aplica a todos e que deve se respeitar a herança cultural que o imigrante trás. Mas eles diferem no momento em que Quebec quer que você faça parte e saiba e respeite os valores locais e em troca Quebec respeitará sua contribuição como imigrante e assim a integração bem sucedida precisa dos esforços de quem ta aqui e tambem de quem chega. Em palavras mais simples todo mundo fica feliz (no papel). Já o Canada, segundo o texto apresentado no post anterior, me parece muito mole e sem impor limites. Não da pra agradar todo mundo e dizeer que todas as culturas estão ‘certas’ e podem fazer o que quiser. Ideologias opostas caminham em direções diferentes e ai?

Conheça o Hijab.

Bom a questão é que Quebec tambem tem seus problemas. Nessa de enfatizar no Estado secular rolou aquela conversa ha mais de um ano atrás sobre funcionários do governo não poderem mostrar nem um item religioso no local de trabalho. Ouvi sobre o assunto, mas não li sobre. Basicamente ninguém poderia ter uma cruz, um véu, uma estrela de Davi ou qualquer outro item relacionado a religião já que o funcionário estaria representando o Estado e o estado é laico. Mimimi. Mas do que interferir na liberdade de expressão e o direito a religião essa ideia pra mim fica bastante discriminatória quando chega no hijab (o véu que cobre/esconde os cabelos), por exemplo. Basicamente quem usa não poderia trabalhar no governo. Cadê aquela coisa de oportunidades iguais? E não pense que é raro não que aqui tem um monte. Assim como muitas outras religiões. Na minha pequena opinião eu acho que uma lei como essa ultrapassa uma linha, um limite. Mas ela teria ficado de lado depois das eleições.

Pequeno pode. Grande não pode.

Seja Bem-vindo!

Até que, com a situação da França do Charlie Hebo, Quebec, que se espelha muito na França, quis voltar a considerar o que eles chamam de Charter of Values (que discutia a questão dos funcionários do governo vs sua religião no local de trabalho). Mas acho que esse é um daqueles assuntos que entram e saem dos jornais, mas não vão muito a lugar algum. Mas isso mostra como Quebec quer um pouco que seja. Soa como um: você é livre pra fazer o que quiser e vestir oque quiser, em casa. Na rua você tem que se enquadrar e parecer e agir como ~eles. #achochato

Aparentemente esse assunto era bem trabalhado quando a minha prof tava no colégio (brainwashing. Oi?). Ela contou uma historia meio bizarra. A prof dela tinha um mapa e estava colocando um pin em cada país que representasse a cultura dos alunos. Legal? Só que não. Essa prof queria por que queria encher o mapa dai que ela marcava Itália mesmo pras crianças em que a ligação com a Itália era o tataravô, sabe? O lance era encher o mapa. E eis que na vez dela na hora de responder – o classico – ” da onde você vem?”  no qual você = familia no sentido “quem na sua familia é imigrante e da onde ele/a veio” (essa ultima parte foi por minha conta) ela só conseguia responder Quebec. Acontece que ela é a rara espécie de Quebecoise que nasceu no Quebec, filha de Quebecois e se muito tem alguém nos EUA. Mas essa não era a resposta que a prof queria. Vê se pode! Como se ser daqui não fosse bom ou como se não fosse um lugar/pais/nacionalidade. E ela, como criança, chegou em casa decidida a saber de onde eles são. Hoje ela acha que a vó só a quis deixar feliz quando disse que tinha Espanhóis na linhagem. Nem no avô que disse que eles tem descendentes Nativos (índios). Isso tudo pra mim soa mais como a versão do Multiculturalismo. Mas vai que na época o conceito tava mais misturado o_O

Via Rail

Lemos em aula tambem um poema que fala da época da construção da Via Rail – a linha ferroviária que liga Leste a Oeste do Canada. E falando desse poema teve muito assunto historico e pouco tocado. Como qualquer pais hoje em dia, o Canada tambem tem um lado da historia menos bonita. Eles trouxeram muitos imigrantes para a construção (trabalho escravo e exploração de imigrantes, alguem conhece?). Mas quem tava aqui tb queria trazer familia e eis que criam um tax head (imposto por cabeça) no qual o imigrante aqui teria que pagar o equivalente ha um ano de trabalho para trazer alguém. Depois teve um historia com campos de concentração? Durante alguma guerra os Japoneses eram os “inimigos” e como o Canada sempre vai ficar do lado da Rainha (leia-se Inglaterra) os Japoneses não automaticamente inimigos. Ai que o Canada, seu lindo, jogou os japoneses em campos no meio do nada em condições péssimas apenas para tirá-los da vista e dar sensação de segurança =) #risoironico.

Deixa eu enfatizar que isso é a minha versão do que eu entendi com o resumo que ela deu da historia. Mas a moral da historia é que o Canada teve sim seus problemas e está longe de ser um país perfeito. Assuntos assim são deixados de lado na hora de contar as historia do país né rs. E só como uma questão de conhecimento geral foi daí que nasceu o prato Patê Chinois. Eles alimentavam a massa de imigrantes (em boa parte chineses) com isso. E o curioso é que a família da minha super quebecoise prof tem mó orgulho disso. Eles alimentaram a massa. Alguma coisa assim.

Mais uma curiosidade – um pouco fora do tema. As escola no Quebec acabam tendo preços para Quebecois/residente; canadenses; e estudantes internacionais. Sim, três preços. Um pra cada. Só que Quebec tambem tem um acordo com a França no qual franceses podem estudar aqui pagando preço de quebecois! :O Mas se alguem vem de Ontario ou Manitoba etc paga mais caro! #tobege

Realmente o Quebec é como um país dentro de um país. Gosto muito de Montreal. Mas em caso de separação acho que eu fico com Canada.  =X   Shhhhhhh!

Ela

Um multiculturalismo que separa

Eu li o texto “A_Question of_Belonging: multiculturalism and citizenship” do Neil Bissoondath para a escola (na aula de inglês estamos falando de geração Y, multiculturalismo e questões de gênero) e confesso que eu adorei o texto e eu tenho muita coisa pra pensar. Eu coloquei o PDF ali pra quem quiser ler o texto na integra (gigante! eu sei…).

Como futuros imigrantes nós sempre ouvimos/lemos muita coisa da vida aqui. Vemos que o Canada promove igualdade, tolerância, mas também ouvimos/lemos varias historias de preconceito contra imigrantes inclusive para conseguir emprego. E é aí que tudo fica meio turvo. Cade os valores canadenses??

Eu sempre achei que o Brasil e o Canada sãos países com gente de toda parte do mundo a diferença é que no Brasil a gente já se misturou faz muito tempo e hoje somos todos brasileiros (e depois de ler esse texto dou mais valor a isso sabia) enquanto aqui todo mundo continua em seus grupos, ou seja, acabam virando Chineses no Canada, latinos no Canada, Árabes no Canada, russos no Canada e assim por diante. O Canada é essa grande nação que se diz abraçar todas as outras através da seu multiculturalismo e sua dita tolerância. Mas como disse o Neil o Multiculturalism Act é genérico e usa com frequencia palavras como: reconhecimento, apreciação, respeito, promover, preservar e outras do gênero. Parece até que esta falando de um patrimonio da humanidade. E acaba por afirmar que os imigrantes não precisam mudar quem eles são colocando na sociedade a responsabilidade de se ajustar aos que chegam. Como se os imigrantes fosse continuar aqui a vida do jeito de levam lá no seu pais de origem. Como se a cultura daqui não fosse influenciar o individuo. Nós, como seres humanos, não somos estáticos o ambiente muda a gente. As experiencias nos enriquecem e com o tempo mudamos. Eu não sou as a menina que chegou aqui há quase dois anos. Muito menos a menina que era quando vim pro Canada pela primeira vez em 2008. Não tem pra que proteger algo que eu não sou mais. Eu, particularmente quero me “enturmar” aqui. Não quero apenas ser uma brasileira em Montreal. Eu quero ir além e eventualmente “ser daqui”. Entender como a cidade, a província e o pais funcionam. Não quero ninguem me obrigando a ser a ~tipica brasileira~ de samba, carnaval e futebol – nunca fui isso mesmo. O Brasil é mais que isso. Os ~haters que me perdoem, mas é um país cheio de belezas e riquezas que nem sempre valorizamos. Mas na hora de representar o país ficamos sempre amarrados a esses conceitos – e outros preconceitos. No texto Neil ressaltou uma coisa que eu não havia reparado ainda: a simplificação da cultura. Que nos milhões de festivais que o Canada tem pra promover e valorizar o multiculturalismo são muito superficiais ainda presos a esteriótipos apenas para entretenimento. Não promover o conhecimento e a quebra de barreiras. Você não sai sabendo ou conhecendo mais do que quando entrou. É verdade. Acaba por ser tudo um grande teatro preso no tempo ou num mesmo cenário (e muito provavelmente do mesmo lugar. Quem de fora do pais vai saber de Santa Catarina ou Mato Grosso? Mas quase certo que sabem Rio). Não representa a realidade daquele lugar, a situação atual nem como são as pessoas. Muito triste isso. O Canadá esta perdendo uma oportunidade de ser um país muito rico em conhecimento. Cada imigrante pode ser considerado uma fonte de conhecimento e uma ponte até aquela cultura. Não tempo pra que ficar repetindo esteriótipos.

E com toda essa questão de proteger e preservar a cultura de fora – e de certa forma não se impor nem seus valores –  o país se coloca em situações muito complicadas. Neil cita exemplos como dos Serbians vs Croatians em que um membro da Ontario Legislature não quis se desculpar pelo o que disse sobre os Serbians. Pelo o que eu entendi esses dois grupos tem uma rixa antiga que é passada a diante. Agora o que acontece quando eles imigram pro Canada? O que acontece com essa rixa? Ou como o caso em que faz parte da cultura dos West Indians fazerem festa com musica alta e convidar vizinhos com comida e bebida de sobra com intuito de diversão. Mas na realidade daqui acabam virando um vizinho festeiro que toca musica alta e perturba e fica sendo mal visto pelos outros. O que o Canada faz sobre isso? Dai que se alguém reclamar do som alto acaba sendo visto como intolerância e agressão a cultura (oi?).   Afinal ele me encoraja a levar quem eu sou, minha cultura, raízes e costumes comigo. Junto com preconceitos, rivalidades, intolerância, pensamentos/atitudes radicais. Não faltou um limite? Não seria essa a oportunidade do Canada se impor como um lugar onde a aceitação, igualdade, o respeito prevalecem? Aí o texto traz um exemplo que vai ainda mais longe e eu, pessoalmente, fico que não saberia o que fazer como ministra ou sei la quem decide essas coisas: a circuncisão feminina. Houve um aumento no pedido desse procedimento. Acontece que por aqui isso é visto como mutilação e ainda traz repercussão na saúde da mulher como sangramentos graves, infecções frequentes, dor durante o sexo, hemorragia durante o parto ou infertilidade. É uma pratica que não faz sentido dentro da mentalidade Ocidental. Mas é cultural, e aí? E acaba que as famílias acabam por mandar as meninas pro país para fazer o precedimento que eles gostariam que fosse realizado no Canada.

Toda essa questão do ~multiculturalismo~ faz a gente olhar uns pros outros com essa premissa de querem encaixar todo mundo num grupo, seja ele étnico, cultural ou religioso. E é assim que nascem diálogos como:

– Da onde você é?

– Daqui.

– Não. Da onde você é mesmo. Seus pais sua familia?

No inicio eu achava que eu tinha A cara de turista. Mas no colégio comecei a perceber que é a tipica pergunta daqui. Até quem nasceu aqui recebe essa pergunta (especialmente se tem uma feição muito ~étnica). Ser daqui não satisfaz. Tem que dizer de onde seus pais (ou talvez avós) vieram. Ucrânia, Jamaica, Tailandia, Coréia. E assim nascem os alguma-coisa-canadian. Porque ser canadense não responde a pergunta. Nesse momento é que os que mudam pra cá e seus filhos ficam com uma identificação mista. Quem nasceu aqui é canadense primeiro ou a nacionalidade de seus pais primeiro. As vezes eu sinto que essa identificação de “grupo” conta mais. É ser indiano primeiro, croata primeiro, chines primeiro e depois canadense. Ao ponto que os filhos de imigrante foram lutar na Croácia. Eu acho estranho que crianças que nasceram e cresceram aqui tomem parte numa briga que “nem é deles”. Imagina que eu tenho um filho aqui e ensino ele a não gostar de argentinos. Faz sentido? Pra mim não. Já é besta isso no brasil que dirá num país que está na outra ponta do continente.

Quem sai perdendo é o Canada que constrói um país dividido, segmentado, que mantém preconceitos em vez de minimiza-los. Vira um país cheio de clubinhos e nenhuma noção de unidade e conjunto coeso. Ficam passando essa ideia de um grande mosaico de culturas e esquece de fortalecer a própria. Os valores do Canada soam bem legais, mas seria mais legal ainda se fossem trabalhado para que criar uma sociedade coesa.

 

Ela

Vou sentir saudade de que?

Lendo mais um post legal da Dea do Frozen Bird resolvi fazer o meu post sobre o tema que ela soltou no ar. Primeiro de tudo o post dela cita a lista do que uma gringa vai sentir falta do Brasil. A lista tem coisas legais como padarias, chopp, vendedores ambulantes, praia, falar português etc. Daí a Dea fez a lista dela e eu estou aqui refletindo na minha…

1- certas comidas

Pra não fazer vários tópicos de uma comida só vou colocar tudo junto. Pastel, brigadeiro, pão de queijo, pão francês, mortadela (me veio agora na cabeça e eu simplesmente acho que não tem lá), o Mc Melt do Mc Donald’s, risolis, churrasco… E por hora é o que eu consigo pensar. Não sei quantas dessas da pra achar por lá nem que seja genérico. Já feijão não vou sentir falta =)

2- vendedores ambulantes e camelôs

Sim, eu já tinha pensado nisso. Tem coisas que eu automaticamente penso em comprar no camelô. Fone de ouvido? Camelô! Capa pra celular? Camelô! Canga de praia? Vendedor ambulante de praia! Óculos de réveillon com o ano seguinte? Vendedor ambulante de réveillon! Prendedor de cabelo (piranhas, tic tacs etc)? Camelô! Simples assim. Eles conseguem ser bastante convenientes (e inconvenientes as vezes rs). Lembro de quando estava em Vancouver e entrei numa loja pra comprar coisa de cabelo. Foi estranho. Foi caro.

Como vou viver sem ter ambulantes vendendo guarda chuva antes que a primeira gota acerte o chão em locais estratégicos como saídas de metrô e galerias por todo lado? Isso não é vida!

Quando eu pegava trem eu vi eles vendendo cada coisa! Descascador de batatas cenouras etc; sorvete; caneta-lanterna-chaveiro; balas; bebidas (água, suco, mate e acho que cerveja tb); brinquedo e mais uma infinidade de coisas. A coisa mais legal era um copo de plastico que ele escrevia o nome na hora! Isso mesmo, com o trem balançando e tudo!

3- paisagem

Uma vez cheguei a conclusão que não me sentiria bem morando em um lugar plano. O Rio é tão cheio de morros e montanhas que fazem parte da paisagem que nem consigo imaginar o que é andar por aí sem ter morros no caminho. Pão de Açúcar, Corcovado, Morro Dois Irmãos, Macico da Pedra Branca e outros. Todos fazem parte do meu dia a dia. Acho muito estranho lugares planos… Ainda bem que Vancouver tinha montanhas =)

Paisagem montanhosa do Rio de Janeiro

4- Paisagem

Sim, de novo. Mas dessa vez é água. Não sou fã de praia, mas com certeza eu acostumei com ter ela ali no alcance. Lembro quando eu pegava o ônibus e via todo dia o Aterro do Flamengo, Praia de Botafogo, Praia de Copacabana e as praias de Ipanema e Leblon pra chegar no estágio. Era lindo. Deve ser estranho morar num lugar sem praia ou sem água por perto. Tudo bem que Montréal é uma ilha e parece que Quebec como um todo é cheia de rios e lagos, mas não deve ser a mesma coisa

5- Falar português

Fiquei pensando nesse tópico que tanto a gringa quanto a Dea apontaram (por motivos diferentes) e acho que realmente esse momento deve chegar um dia. Quando todo aquele estresse de não conseguir me expressar direito me pegar acho vai acontecer. Não pelo português em si, mas pelo trabalho mental que é se expressar numa outra língua que não a sua nativa. Até tudo sair com naturalidade deve demorar um pouco, tipo anos. Saber falar outra língua é tão fácil comparado a saber as nuances dessa língua. Saber gírias, expressões, aglutinações, vocabulário apropriado para cada grupo social (amigos, trabalho, avós, crianças, desconhecidos), trocadilhos e duplo sentido, eufemismos, o peso de cada palavra (‘meleca’ é diferente de ‘merda’ que é diferente de ‘porra’. Acho esse ultimo mais chocante que o segundo, por exemplo). Sem contar regionalismos. É tanta coisa pra se aprender que se eu ficar pensando assim bate até um desespero. Vamos mudar de assunto.

6- coisas tipicas

De verdade eu ainda não sei o que cai dentro desse tópico, mas acho que morando muito tempo fora eu vou acabar descobrindo. Talvez até coisas que eu não goste aqui em sã consciencia eu posso me pegar sentindo falta um dia. Vi em algum blog alguem falando que sentia falta até do programa do Luciano Huk. por exemplo. rs

Já pensou no que você vai sentir falta?

Ela.

“Para imigrantes esperançosos, uma promesa de cidadania mais rapida”

Um pouco de noticia.

Achei essa noticia e depois de algumas pausas e interrupções finalmente terminei de ler rs

Como não adianta mais ler como nossos amigos chegaram no Canadá – uma vez que ficou tudo muito bagunçado e ainda em processo de reformulação de regras – o jeito é mesmo voltar ao bom e velho ficar atento as noticias.

Eu quero acreditar que as mudanças serão boas e que, apesar de ter sido cruel com muitos (muitos = aqueles que ficaram anos na fila e receberam os documentos de volta, mas são bem vindos numa nova reaplicação. Muitos = aqueles que se enquadravam nas velhas regras, mas não se enquadram nas novas), será um processo justo e organizado. Só não curti o suspense no final de ” será que essa ideia do Kenney vai dar certo a longo prazo? Ou será que vai gerar outro limbo infinito sem final feliz backlog?”

A tradução mais ou menos do titulo é por minha conta =) e para o texto completo, em inglês, segue o link para o Edmonton Journal.

Ass: Ela.

Canadá continua aberto para imigração

Achei um texto pelo Facebook que tem justamente esse titulo (Canada Still Open For Immigration). Finalmente achei um texto que da uma noticia boa. Eu ja que tinha lido superficialmente sobre imigração ha alguns anos atras e voltei esse ano mais decidida fiquei meio perdida com as mudanças, afinal estava me programando pra uma coisa e tenho que reprogramar pra ficar dentro das novas exigencias. O engraçado é que dentre os (ainda) poucos blogs que acompanho o Quebecquando foi um dos que eu lembro de dizer que não, a imigração não vai acabar. E o texto afirma isso. Acontece que as mudanças ocorreram justamente com o processo mais conhecido, o trabalhador qualificado. Só que essas mudanças não afetaram as outras formas (60 !!!! segundo o texto) elas continuam. 🙂 Eu queria que falasse mais dessas outras, mas eles fizeram só um resumão basico. Estou super curiosa por esse Provincial Nominee Program (PNP). Queria descobrir como ser nominada, e qual é desse semi-skilled, e se tem que ter tantas qualificações quanto o trabalhador qualificado etc etc. Aproveitanto, alguem sabe se tem alguma explicação disso com powerpoint e graficos bem explicadinho por ai da internet?? rs

A parte mais legal foi dizer que deve dar novas informações antes de Março, ainda em Janeiro (quem sabe). Vou citar direto a parte que gostei:

“[…]Immigration Minister Jason Kenney has stated that the program will re-open in January 2013.When the program does reopen, it has been hinted that it will include an increased emphasis on language skills and younger immigrants.

Não seria lindo? *-* Alem de reabrir ainda rola esse ‘boato’ – por assim dizer – de que eles vão focar nos jovens! Esses ~jovens~ podem ser eu e ele =D Se a gente não ficar velho até lá né rssssss.

Ass: Ela.