Resultado do TEFAQ

No inicio do ano eu decidi que ia fazer um exame de Frances pra ja ter isso pronto e fora do caminho quando fosse dar entrada no processo. Não podia fazer muito antes porque eles só aceitam até 2 anos, mas que isso tem que fazer de novo. E se eu deixar pra fazer ano que vem no ultimo semestre do curso fica muita coisa né. E pra garantir um bom uso do tempo, caso eu não passasse teria tempo de fazer de novo sem atrasar nada.

Eis que recebi um email dizendo que ja tinham o resultado e era só ir buscar. Assim que ela me deu o envelope eu abri porque a curiosidade era grande. E eu passei!!!!!!!!!!!!! =D Nivel B2 tanto na expressão oral como na compreensão oral! GENTE!  =D

Indo pelo PEQ o que mais me preocupava era justamente o francês fora isso os criterios não são tão complicados. E eu passei!!!! xD

E foi assim que eu consegui meu primeiro documento para imigração o_o

Ela

Fiz o TEFAQ – esperando o resultado

Conforme comentei no ultimo post do blog eu estava me preparando para fazer o teste de francês – TEFAQ. Assim que as aulas do curso preparatorio acabaram eu marquei a prova e vou contar minha experiencia pra vocês (e aproveitar pra comparar com o DELF).

Pra começar é uma maravilha que eles oferecem o TEFAQ 3 dias da semana toda semana! Peguei o dia e hora que melhor se encaixavam no meu horario do College. Eu fiz a expressão oral e a compreensão oral que são exigidas pela imigração:

“…you can submit:

  • an attestation of results of a French test or diploma recognized by the Ministère that demonstrates attainment of a level of competency in oral comprehension and oral production of 7 or higher on the Échelle québécoise des niveaux de compétence en français des personnes immigrantes adultes or to its equivalent [level B2 of the Common European Framework of Reference (CEFR)].” > Immigration Quebec.

No TEFAQ eles dizem seu nivel baseado na pontuação que você atinge – enquanto no DELF você escole o nivel da prova e passa ou não. Ao contrario do que eu esperava eles começaram com a parte oral =X. Eramos apenas 3 pessoas agendadas para aquele horario. Em uma sala as avaliadoras vieram nos explicar o exame (que eu ja sabia por causa das aulas preparatorias). O exame oral é dividido em 2 partes:

  1. eles apresentam geralmente um serviço e você tem que fazer perguntas por 5 minutos. Parece longo, mas o avaliador te responde então não é tão ruim assim. Na aula a gente praticou com restaurante, locator de carro, anuncio de apartamento, etc na prova eu peguei “caça ao tesouro” (é  tipo fazer uma trilha com pistas que te levam a mais pistas pra achar um “tesouro”). Alem da gramatica conta ponto a pertinencia das perguntas e a sua reação as respostas. Se voce se imaginar ligando pra um lugar pra pegar mais informação você não terá problemas. (onde fica, qnt é, tem disconto, o que eu preciso pra participar, aceita cartão, é perto do metro/onibus etc). Nessa primeira parte você tem que usar o Vous.
  2. eles te apresentam um situação e você tem que convencer seu “amigo” a participar. Dura 10 minutos. O avaliador vai sempre recusar e sua função é encontrar argumentos pra convencer. Mas uma vez o avaliador vai responder e você não fica falando 10 min direto sozinho. Na aula a gente praticou com vegetarianismo, usar um serviço, ajudar a organizar uma festa pros vizinhos e na minha prova foi turismo voluntario (viajar pra ajudar lugares necessitados) com tudo pago o/. Cada situação requer argumentos diferentes. Tem que saber contra argumentar. Se dizer “não tenho dinheiro” você pode dizer que empresta. Se falar que é complicado você moestra como é simples; que não tem motivação fala que vai junto etc. Nesse parte você tem que usar o Tu.

Depois de explicar os exames eles tiraram qualquer duvidas. Eram duas avalariadoras e ela foram mt queridas e ajudam bastante. A ultima coisa que elas queriam era assustar ou prejudicar. Eu fui a primeira das 3. Fui pra uma outra sala pra fazer o exame (que é individual). Fiz uma parte com uma e a outra parte com a outra. Uma coisa que eu preferi ignorar é o fato que eles gravam o exame oral. Odeio ser gravada e isso só ima me deixar mais nervosa. Então ignorei isso para o meu proprio bem estar.

Em um determinado momento, especialmente na parte 2 eu me enrolei na frase. Como eu não falo frances com frequencia (quase nunca) eu não estou acostumada e me enrolo com as palavras e as vezes com a seguencia da frase. De forma geral eu conseguia me ajeitar – nem que eu recomeçasse a frase de outra forma. Mas ai que me enrolei com uma palavra… hopitalaire? hopitale? hospit.. =S E não é que a avaliadora me mouth the word (falar sem fazer som) hopiteau (é assim que eu imagino que escreve o que ela me disse rs). Fora isso boa parte do tempo elas estão só escutando ou respondendo. Essa querida sorriu algunas vezes e balançou a cabeça. I’ll take that as a good sign! Quase perguntei no final, depois que pararam de gravar, se me saí bem. Mas 1) eu travei 2) não sabia como perguntar 3) imaginei que elas não iriam dizer. Devia ter tentado……

Dai esperei as duas meninas e só quando elas acabaram a gente fez a compreenso oral. É feito no computador e uma vez que você começa não tem como parar nem voltar nem pular. Tudo avança automaticamente. Tem um reloginho no canto te dizendo qnt tempo resta ate trocar a pergunta. É tudo multipla escolha. Cada resposta certa é +3 cada errada é -1 e cada ‘não sei’/ não respondida é 0. Ou seja, não é uma prova pra sair chutando. Marcaquei as que tinha certeza e se eu tinha algum resquicio de dúvida eu marquei ‘não sei’. As duas vezes que a gente fez os exercicios que nem a prova na aula eu passei, mas da segunda vez eu não chutei e preferi usar o ‘não sei’ e fiz muito mais pontos. Confesso que entrei em panico com algumas perguntas e acho que teve uma questão muito dificil em que com apenas 2 escutas você tem que responder 3 ou 4 questões eu acabei colocando ‘não sei’ e acho que só respondi uma questão. No inicio eu tava bem mais do meio pro  final eu fui entrando um pouco em panico porque não tava tendo tempo pra processar. Depois fiquei com medinho de não estar respondendo o suficiente pra somar pontos. Pra minha supresa no final eles dão o resultado e eu alcancei o B2 pra compreensão oral e agora só me resta esperar umas semanas pra saber o resultado da expressão oral. Mas eu acho que fui bem sim =)

A minha empressão é que o DELF é mais voltado pra lingua (gramatica, verbos etc) e o TEFAQ é mais voltado pro uso da lingua (fazer perguntas e entender pegadinhas, se comunicar em geral). A escuta do TEFAQ é cheia de pegadinhas e algumas vezes você tem que ligar os pontos pra saber as respostas. O exemplo que eu posso dar é o exercicio em que vc tem que saber onde a mensagem foi dita. As opções são como estação trem, aeroporto, estação de metro, avião. Dai você não vai ouvir nenhuma dessas palavras. Você tem que saber que “gare” é usado pra trem, que portão de embarque é aeroporto e assim por diante. Ou o contrario, vai achar que ouviu todas. Você vai ouvir uma mensagem deixada em secretaria eletronica e você vai ter que dizer qual o tema de mensagem: marcar um jantar, dizer que vai atrasar, confirmar o jantar, desejar feliz aniversario. E de uma forma bizarra você acaba ouvindo quase todas as palavras chaves das opções. Mas ai que é um jantar de aniversario e na verdade só pediu pra não atrasar e ta pedindo a pessoa pra confirmar a presença no jantar. Dai que se você não estuta direito todas ou 3 das 4 opções parecem estar certas e você fica confuso. No fundo a parte de escuta não tem nada de gramatica, é pura compreensão do que foi dito. Só a ultima questão que é pra ouvidos sensiveis. É quando você tem que saber a diferença entre ‘ou’ e ‘u’ (tout/tu); entre ‘s’ e ‘ss’ (poison/poisson) e outros sons similares. Tem uma frase simples e você tem que dizer se ouviu a mesma coisa do que ta escrito. Escrito tem : tu peux me dire tout. Falado foi: tu peux me dire tu. Dai que não é a mesma coisa.

Enfim, uma vez que eu tiver o resultado official das provas (que eu estou confiante que passei) alem de feliz eu vou estar de uma certa forma começando a minha papelada pra imigracão! =O medinho emoção e adrenalina!

Ela

 

De olho no TEFAQ (teste de francês)

La no inicio do ano eu me coloquei a meta de voltar pro francês pra fazer o exame exigido pela imigração ainda esse ano. E cá estou eu fazendo um curso preparatório especifico para o exame TEF/TEFAQ.

A principio eu ia fazer o DELF (outro exame de francês) porque já o fiz faz uns anos (só que pra imigração tem que ser recente) e achei que a familiaridade com o exame pudesse ter uma vantagem. Mas não consegui achar nada preparatório pra esse exame então dei uma olhada nos outros exames aceitos e cheguei no TEF/TEFAQ.

Achei esse lugar no OldPort que não só tem aulas especificas pra esse exame como também faz o exame em si! Perfeito! E de quebra as aulas acabam assim que a meu College começa #perfecttiming

A turma toda (total de 10) é de pessoas que querem imigrar e um que quer tirar a cidadania e todo mundo precisa comprovar o francês. Até o prof de que é da França teve que fazer o exame pra imigrar…

Com apenas duas aulas eu já pude perceber que os dois exames são bem diferentes em estilo. Enquanto o DELF você escolhe o nível da prova que você quer fazer e se você passar você ganha o certificado no TEFAQ é uma questão de pontual e eu preciso de pelo menos 217/360 pra ser considerada B2, o nível aceito pela imigração. E outra no DELF você paga X e faz os 4 (fala, escrita, escuta e leitura). Já no TEFAQ cada habilidade tem um valor e pra imigração você só precisa da expressão oral e compreensão oral. Sai mais barato =)

O que eu to gostando no curso é que não é gramatica, não é verbo, não é o francês, mas a prova. São aulas em cima de exercícios no modelo da prova. O que é muito bom já que, ao contrário do DELF, o TEFAQ tem pegadinhas. Os exercício de escuta tem se mostrado difícil por isso. As opções são muito parecidas e as vezes todas tem palavras que você ouviu no áudio, mas o jeito que eles constroem a afirmação deixa ela falsa ou apenas parcialmente verdadeira. Adoro que ele tem dado vaaaarias dicas pra gente ficar esperto e não cair nas pegadinhas. ❤

Vou ver como eu fico ate o fim do curso e ai marco a prova (já que tem toda dia/semana enquanto o DELF é 2x ao ano). Da medinho, mas eu acho que sou bem capaz de passar no exame. E o medinho que da tambem é porque esse é o meu primeiro passo pra papelada da imigração. Tenho mais 2 semestres até o fim do curso e com o diploma posso dar entrada de fato na imigração. Daqui um ano tudo será diferente. Nem sei o que me espera…

Ela

 

En français svp, LaSalle!

Eu estou estudando no LaSalle College desde janeiro e acabou que nunca postei muito sobre o assunto aqui no blog, mas fiz um comentário na pagina do facebook outro dia sobre uma de minhas aulas. Estou num curso de gestão de hoteis e a gente vai aprendendo sobre todos os setores. Agora no segundo semestre a gente tem uma aula sobre restaurante no restaurante. Acho mo interessante que a gente vai no restaurante e faz um rodizio nas funções, como por exemplo: garçom, pantry, runner, maitre D, assistente de maitre D. E na cozinha tá o povo do curso de culinária! O restaurante é aberto ao publico dai eles cozinham e a gente serve! É uma aula 100% pratica pra ambos os cursos (ok a gente teve 2 semanas de sala de aula pra aprender o básico).

Eis que hoje a coordenadora do curso passou la quando a gente ainda estava arrumando as coisas pra nos avisar o seguinte: alguém foi lá e não teve o serviço em francês. Só que não para por ai não! A pessoa se deu ao trabalho de escrever pro jornal Le Devoir pra reclamar!! O artigo saiu ontem. A escola escreveu uma resposta, mas eles não publicaram… E ainda um radio entrevistou a coordenadora sobre isso. Ela explicou que o restaurante é uma sala de aula e que o colégio oferece os cursos tanto em francês quando em inglês e se o aluno se inscreveu para um curso em inglês eles tem que oferecer o curso em inglês. E tambem lembrou que o restaurante não tem acesso pela rua e quem vai la tem que entrar no colégio (e ver que é um colégio) pra chegar no restaurante. Mas ai ela lembrou pra gente que o é aberto ao publico e no Quebec tem a lei de que os serviços tem que ser prestados em francês e mimimimi. Dai se você fala francês otimo, se não peça ajuda ao professor. Tambem pediu que recebêssemos as pessoas em francês “bonjour” mimimi e trocar pra Inglês depois e pouco depois brotou uma placa na entrada lembrando que se trata de estudantes e tal. Ironia ou não a placa ta só em francês xD

Daí é isso. Uma tempestade em copo d’agua por causa disso (aaah ela falou exatamente isso em francês hehehe “une tempête dans un verre d’eau“). Achei a pessoa muito ofendida e eu não consigo entender o drama. Pode falar quantas vezes quiser que é a historia do Quebec e dessa coisa de preservar a língua francesa, mas é em momentos assim que toda aquela historia de tolerância que eles vendem vai por água a baixo (que nem aquela do estado laico que as pessoas do setor publico não poderiam ter/vestir/mostrar nada que fosse ligado a religião) e nem vou falar dos comentários desse artigo… Será que uma pessoa assim consegue entender que se o aluno é de fora do Quebec e do Canada vai levar um tempo pra chegar num nível comunicável de francês (e ingles tambem). E, sim, eles tem aulas de francês.

#coisasdequebec

*Aqui o texto no Le Devoir.

Ela

Qu’est-ce qu’il a dit???

Lendo o post da Lidia sobre sua “telefonefobia” – que eu tambem tenho por sinal desdo Brasil – lembrei de uma situação que me aconteceu e eu não sei porque não contei aqui.

Nessa de procurar emprego a gente deixa email e telefone no CV. Então eu ficava sempre tensa quando meu telefone tocava. Por algum motivo passei a receber mais ligações por engano…. ¬¬ Graças ao bom Deus o primeiro contato foi por email. Provavelmente daquelas pessoas que resolvem a vida no celular. Dai eu tive tempo de pensar e conferir os erros no Google  antes de responder \o/ E assim marcar uma entrevista. Até que um dia…

Um dia alguém me ligou e queria falar com a madame “Ela” >__< Hora de colocar o francês pra funcionar sobre pressão. Como toda vez que eu atendo o telefone (mesmo no Brasil) eu nunca guardo/entendo/presto atenção quando a pessoa fala “oi, eu sou fulano da empresa tal” que é a chave de tudo. Então já não sabia direito da onde a pessoa era. Dai falou que viu meu CV e queria marcar uma entrevista (ebaaa). Ai ele me pergunta quando estou disponível (o que pra mim é estranho já que no Brasil eles sempre ja tem uma data e hora e você que se vire pra estar la na hora que eles falaram. Aqui é negociável). Marquei pro après-midi do dia seguinte (pra ter tempo de ficar em panico e me organizar etc). Dai eu perguntei o endereço… e entendi mais ou menos… dai eu perguntei o nome da empresa e entendi quase nada, dai ele me passou o telefone… e eu entendi mais ou menos!! E agora!?!?? Cheguei a insistir um pouco no nome da empresa (pra jogar no google depois!), mas parecia um nome alemão falado com sotaque de quebecois, ai é dose! Nem soletrando 3 vezes rolou *deprimi*. O endereço entendi o numero e não fiquei certa do nome, parecia rua Anderson. E o telefone 2 numeros tb me deixaram na duvida, mesmo eu confirmando depois. E de quebra eu fiquei com duvida da hora, já que 12 e 2 ficam meio parecidos para ouvidos não treinados…. ( douze heur x deux heure  ). Acontece que quando eu pedi pra soletrar e repetir de novo e de novo eu ja estava ficando sem graça e… pra ser sincera me sentindo meio tapada. E claro, fiquei pensando se isso ja estava me fazendo perder pontos na entrevista. Então eu dei a louca fingi que entendi e resolvi me virar com o que eu tinha. Foi um risco tremendo, mas eu não sabia mais o que fazer!

Então vamos recapitular: eu tinha uma entrevista no dia seguinte em francês, num lugar que eu não sei onde é, numa empresa que eu não entendi o nome, num telefone não muito certo, que podia ser as 12 ou as 14. Em uma palavra: PANICO!

Vamos usar a cabeça. Primeiro olhei no celular pra ver se era o numero que ele me deu. Deus é bom! Era o mesmo numero e eu entendi direito! Ufa! Joga o telefone no Google! É um celular, não tem informações…. Vê se rua Anderson existe. Existe! Joga o endereço no Google pra procurar que restaurante está la que parece com o que eu ouvi. Hmmm! Achei! 😀 Deus abençoe o Google e todas as suas ferramentas! Mas o horário ele não pode me confirmar…. Então resolvi acreditar no que eu ouvi e ir as 14h. E sim, era a hora marcada. Me senti uma detetive depois dessa loucura toda!

Ainda tenho todos os meus medos de falar francês e falar no telefone não é exatamente a minha primeira opção. Mando email, vou no lugar, mas não manda eu falar no telefone >__<

Bom, tentei o meu melhor e dei meu jeito. E que bom que deu certo! hehehehe

Desejem-me sorte pra próxima ligação!

Ela

A escola – parte 2 Montreal

Continuando o assunto  colégio….

Eu comentei do colégio de Toronto no post anterior. E tambem tem a EF em Vancouver de quando eu fui em 2008 e não comentei aqui ainda. Mas essas duas se parecem bastante e eu recomendo as duas.

Aqui a escola onde estou estudando (na verdade estava – eu vim num programa de estudo + trabalho e agora to correndo atrás da segunda parte rss, mas isso é outro assunto…) se chama ALI – Academie Linguistique Internationale. Antes de vir eu vi nos por aí da internet que é um bom colégio. Já discordo ai. Não acho um bom colégio. Mas todo mundo diz que é o mais barato (pelo menos daqui de Montreal). Mas não to dizendo que é um colégio péssimo, tambem não é assim. Só que esse é o meu terceiro colégio de intercambio e eu curti mais os outros 2 (que citei ali em cima)…

Pontos Positivos!

  • É bem localizado. Perto do metro (tanto da linha verde como da laranja) e perto do lado bão da St Catherine (rua de todas as lojas).
  • Eles ensinam inglês e francês e você pode mudar de lado (nãoo tempo todo, mas pode rs)
  • Acesso livre aos computadores (bom, pra quem não tem muito como se comunicar com a familia)
  • Os profs de francês são em sua grande maioria da França (pra mim isso é positivo porque é o francês standard)

Pontos Negativos!

  • As aulas tem um ritmo chato #prontofalei Parece colégio com provinha toda semana e se você não der sorte com o prof a aula é chatinha mesmo.
  • Cada nível dura um mês e são 8 no total (vou falar disso mais pra frente)
  • Eu achei os livros carinhos (eles são pra 2 meses) e talvez mal utilizados (eles dão mt papel de complemento as vezes – po se o livro é ruim então troca né)
  • Banheiros. Esse ponto pode parecer besta e não tem nada a ver com a aula, mas pra um andar inteiro de estudantes só tem um banheiro apertado com 2 cabines. Mijar é preciso!

O que eu posso dizer é que eu já ouvi de outras pessoas que eles tambem não curtem a ALI. Eu particularmente não gosto do método deles de um nivel um mês. Eu acho que em 8 meses não da pra aprender uma língua. Eu sei que o fato de estar na cidade “cercado” pela lingua ajuda e muito (só que Montreal é bilíngue e é moleza escorregar pro inglês. Falo por experiencia) mas se alguém aprender bem francês com eles do nível 1 ao 8 é muitíssimo mais mérito da pessoa do que da escola.

Com parando as 3 (SOL de Toronto, EF de Vancouver e ALI de Montreal) o ritmo da aula era mais dinâmico e interessante na SOL e na EF. As duas tinham um ambiente agradável. Gostei muito dos professores e adorava que junto com o inglês eles acabavam te ensinando tambem a cultura. No meu ultimo mês lá eu aprendi a falar “treco”, “coisa”, “budega” =) Eu acho isso legal porque a estrutura da lingua você pode aprender no Brasil num cursinho que da no mesmo. Eu acho que o colégio aqui tem que te dar um plus, algo que eu não conseguiria ter no Brasil. Claro que a gramatica eles dão, mas eu treinei pronuncia, tentei falar trava língua, aprendi vocabulário e alguma coisas da cidade, da vida aqui. Pra mim super valeu! E tanto na SOL como na EF você fica no nível até a prof sentir uma melhora (mas você pode pedir pra mudar tambem). Na ALI eu acho tudo mundo grande e distante. Primeiro porque é prédio tem a recepção, refeitorio e computadores no primeiro andar e as salas no 8 (ou no 4). Depois que tem muito brasileiro! E muito venezuelano! E de forma geral muito latino! Impossível não escutar espanhol e português. Quase não vi gente de outras nacionalidades e quando vi eles geralmente estava no lado do ingles. Ah e essa coisa de lado! Eles dividiram um lado do andar pra inglês e outro pra francês e o horário é feito pra esses dois grupo não se encontrarem! E por algum motivo eu achei que os próprios alunos ficam em grupinhos…. Meh não curti.

Depois que eles dividem as aulas em habilidades, gramatica e conversação. Eu não sei de que serve habilidades ate hoje. Gramatica é importante porque Francês é uma língua chatinha latina que nem o português e os verbos me matam – ou melhor, eu quero matá-los! E conversação é teoricamente pra fazer a gente falar e usar o que a gente viu em gramatica. Tirando um prof que foi excelente e olha que eu tive ele em gramatica, ou outros eu achei mais ou menos. E tambem teve um prof de conversação que eu gostei. Mas é o tipo de aula que de forma geral você quer faltar. E esse esquema escola, provinha, recreio, passar de ano é mo desanimo. Mas a gente leva. O curioso é que foi na ALI onde eu vi muitos casais e pessoas que estão mesmo interessada em imigrar isso se já não estão no processo. E tambem achei a faixa etária um pouco mais alta. Diria que muitos entre 20 e 30 e quando apareceu alguem de 17 era meio que o bebe da turma. Ja na SOL eu acho que a média de idade era mais pra 20 e poucos e na época que eu tava na EF em 2008 era muitos adolecentes, 16, 17, 18, 19. E os europeus que tinham lá seus 25 ficavam sendo os mais velhos.

Uma coisa que eu acho é que na ALI a parte de inglês tem mais curso, mais produtos. Alem do curso normal eles tem preparatorio pra TOEFL e outro pra IELTS, eles tem aulas de business, hot topics (assuntos da moda como conversação), movie, TKT (curso para prof de ingles como segunda lingua e UCP (University and College Preparation – prepratoria de 2 meses pra vida universitçaria, como fazer essays e escrita, leitura, pesquisa nos padrões daqui), bible class (alguma coisa com o texto da bíblia e religião. Não é obrigatório e é depois do horário de aula) e sei la mais o que que eu não vi.

No lado do francês você pode escolher somente nos níveis 5 e 6 entre DELF e français des affaires e ainda assim eu achei mais ou menos. Eu acho que o TOEFL é levado bem mais a sério e o francês de negócios é basicamente voltado pra currículo e entrevista e até agora não achei que foi util de verdade. Sei la…. Eu fiquei com a impressão que as aulas no lado do ingles são mais divertidas, mais dinamicas, mais variadas… Não posso falar do curso normal, mas eu fiz um mes de TKT e eu acho que foi muito mais valido do que meus 3 meses de francês. Mas quando eu cheguei no nivel 7 eles mudaram o ritmo e deram um livro pra gente ler (Stupeur et Tramblent, curti =D ) e conversação ficou em projetos de coisas pra apresentar e eu nem achei chato xD e a primeira aula, habilidades, continua sendo um mistério…

Enfim eu to de birra com eles porque eu esperava mais, ainda mais porque me disseram que era um bom colégio… Em infra-estrutura sim (menos os banheiros!), mas em aula e progressão…. eu não percebi ainda a minha progressão…

Moral da historia: se você prefere preço pode vir. Se você prefere qualidade… keep looking.

Ela

Pois é…

Esse é um post sem fotos e sem as belezas da cidade.

É muito facil se apaixonar vendo fotos. É como achar que um casal é feliz porque só tem foto sorrindo, mas por acaso alguem tira foto das brigas?? Então… Acho que tem gente da minha familia achando que aqui é o céu ou o sonho pelas fotos que eu posto. E deve ter muita gente achando que eu só viajo só porque eu não tiro foto da aula e do quadro cheio gramatica…

Eu comecei a olhar pros lados pra ver as partes menos magicas da cidade. Sabe, se eu olhar bem as ruas daqui até que são esburacadas tambem. Se eu olhar bem, tem uns bairros estranhos e gente esquisita. Se eu olhar bem a Chinatown daqui da tipo nojo (a da Toronto é melhor é vários aspectos e vou começar pelo tamanho). E sem contar a historia da corrupção que por saber pouco prefiro não falar.

Na semana passada “deu ruim” na água. Não sei direito o que aconteceu, mas não era pra beber água da torneira (pra quem não sabe é super normal beber água da bica aqui no Canada porque é tratada própria para consumo) e de quebra o Metro tambem tava com atraso. E numa vibe meio Brasil eu ainda vi isso no Face:

Agora saindo disso eu tenho outra coisa pra dizer. Eu tenho pensado pouco em imigração. Me toquei que estou curtindo aqui como um estudante mesmo. E de qualquer forma não sei dizer se é um lugar que eu moraria… Cara, o povo fuma DEMAIS aqui! Uma vez olhando pro chão só vi cigarro no chão! E é impossivel andar pela cidade sem sentir cheio de qualquer coisa! Nunca ~fumei~ tanto na minha vida!

Outro dia no final da aula o assunto chegou no “o que você acha dos quebequenses?” e a menina respondeu fou, ou seja, louco, crazy só que eu ainda não descobri porquê. Assunto vai assunto vem a prof, que é de Quebec, mas não de Montreal, disse que Montreal não representa a Provincia. Seria uma cidade atipica. E que mesmo pra ela foi meio um choque ~cultural~ vir pra cá. Eu ainda não saí daqui pra poder saber do que ela ta falando, mas eu acredito. Toda essa mistura de gente, esse bilinguismo, essa loucura de cidade grande não deve nem chegar perto do sossego que deve ser a vida pacada no interior do Quebec. Ou mesmo não sendo interior, Ville de Quebec ja deve ser outra coisa (quando for la eu conto). Vou fazer um parentesis na conversa pra falar de S2 amor S2

*PARÊNTESIS* na minha turma só tinha latinos (alem de BRs tinah venezuelano, colombiano e mexicano) a unica exceção era a italiana, mas do ponto de vista linguistico ela é da familia xD – para nós é normal falar “te amo muito” e vale o mesmo pros coleguinha latinos. A prof disse que ja teve problema com isso (babaaado ela namorou BR!!) e em francês é só je t’aime, qualquer coisa diferente disso é menos, inclusive je t’aime beaucoup é menos que je t’aime!!!! Daí que num namoro depois de um tempo se diz je t’aime. Se for falar outra coisa é melhor ficar calado xD Mas falar je vous aime beaucoup pros alunos pode, Je t’aime bien pra alguem, mas não pra namorado! E da briga hein!! A italiano namorou um francês e deu briga nessa hora! Onde já se viu que “te amo muito” é menos que “te amo”???? Vai entender… *FECHA PARÊNTESIS*

Eu cheguei aqui dia 28 de abril e eis que já é 28 de maio!! Quatro semanas se passaram e confesso que não aproveitei tanto quanto em Toronto. Sabe como é, vou ficar aqui ~pra sempre~ então rola uma lerdeza pra fazer as coisas já que “posso fazer depois”. E tambem porque não encontrei companheiros aventureiros. E outras desculpas mais.

Mas só pra não dizer que não tem coisa boa aqui vou dizer que já estou mal acostumada com o sinal/semáforo/farol. Nunca foi tão seguro na minha vida atravessar a rua. A certeza que eles vão parar no sinal é mágica! Se o sinal está amarelo eles não correm, eles simplesmente sabem que não vai dar pra passar. E se o sinal ficou vermelho pros carros e abriu pra mim eu posso simplesmente sair andando. Eu não preciso ver o carro parado pra saber que ele não vai me atropelar. E em ruas sem sinal eu sou prioridade! Eles param pra mim! É magico demais!!! *_* E os pedestres tambem respeitam (de forma geral) o sinal. Tudo funciona muito bem, obrigada =)

Eu sinto que estou entrando num novo ciclo aqui agora. Não sei porquê. Talvez porque tenho amigos e housemate indo embora enquanto eu fico e fico. Talvez agora a primavera/verão venha de vez. Talvez seja só uma pequena readaptação. Ainda quero conhecer muito mais a cidade (infelizmente só domino o caminho casa-escola) e ainda preciso me forçar mais a falar-ouvir-escrever francês.

Bom, esse post foi menos tudo é magico e um pouco mais como eu me sinto. Vou deixar a vida acontecer e ver como eu me sinto com a cidade. Por enquanto, por enquanto é difícil me imaginar simplesmente morando aqui (em Montreal) pra sempre o_o Não sei porque, mas é. Talvez quando-se  eu voltar pro Brasil eu perceba melhor minhas razões pra sair. Eu gosto da vida aqui, mas ainda parece um grande passeio com data de termino.

Ela