Não existe paraiso – um pouco da vida e das dificuldades de viver aqui

O bloguinho vai ficando abandonado… Mas ele não morreu!

Outro dia perguntaram num grupo no facebook quais as dificildades que a gente ainda encontra depois aque chega aqui ou menos depois de anos aqui. Muita gente ainda acha que aqui é o paraiso e que depois que o visto sai os problemas acabaram. Bom, choveu respostas e depois eu vi que virou assunto no Montreal na real com o nome de Dark side da imigraçao. O audio é bem longo então fui ouvindo picadinho durante a semana e eu gostaria de dar meu ver no asssunto tambem. Eles falaram de muitas coisas pertinetes e me fez pensar (só nao pensei mais pq as coisas estam tensas no meu dia-a-dia rs).

Acho que medo do inverno e saudade da familia é a primeira coisa que todo mundo pensa. Mas o que a galera mais sente, pelo menos de acordo com o que eu vi no post e com o Montreal na Real é o idioma, integraçao, idioma, trabalho, idioma. Sim eu falei idioma 3 vezes porque é o que pesa. Realmente nao saber se expressar é frustante e a razao pela qual eu nao sou mais fluente em frances depois de quase 3 anos aqui. Montreal é bem bilingue, no sentido que quase sempre consigo ser atendida em ingles em diversas situacoes, que para evitar a frustracao e o bloqueio do frances, eu acabo sempre caindo no ingles. My bad. Mas não recomendo. Vindo para o Quebec quero reforcar que é essencial o frances. Eu me viro bem porque meu listening nao esta ruim e eu consigo acompanhar o que esta acontecem mesmo que eu perca pedaco das frases. Na verdade, apesar de nao me sentir segura para falar frances, em diversas situaçoes eu percebi que estou acima da media de mt gente que chega aqui quando se trata de entender. Por outro lado, estou bem abaixo quando se trata de sair falando sem medo de tentar. E no ingles eu me sinto confortavel e me viro bem.

O que eu sinto mais mesmo é a questao de nao pertencer, nao entender, nao saber das coisas daqui. Depois que arrumei um TV eu ainda continuo nos canais em ingles porque eles fazem sentido pra mim (ate porque tem parte da programacao america como algumas series que eu gosto). Nos canais em frances eu não sei quem eles são, nao sei direito do que eles estao falando, as piadas fazem sentido e é um esforco muito maior a ser feito para poder acompanhar. Até meu namorado que é daqui não curte rss ai fica dificil ne xD Mas eu estava me sentindo muito isolada no fim do ano passado. Ainda nao sinto que fiz amigos aqui, daqui que ficaram aqui. Depois do meu primeiro ano eu decide que evitaram me apegar a pessoas que vao embora. Cansei de dar tchau e ficar pra tras. Fiz muito isso no primeiro ano quando estava de intercambio. Muita gente vem pra ca e fica 1, 2 , 3 meses e vai embora, os que ficam mais ficam 6 e eu que fica ficar 10 meses estou aqui ate hoje. No fim daquele ano eu nao tinha mais amigos. Foi triste foi chato. Foi uma galera que me fez falta. Depois eu comecei o college e eu sabia que teria aquelas pessoas por pelo menos 3 anos. Mas ja no inicio do ano passado eu ja comecei a perceber que nem todo mundo quer ficar. Tem gente que se forma e vai embora, volta pra casa ou quer ir pra outra cidade ou pais. Comecei a sentir que Montreal é uma cidade transitoria. Quem anda no meio de estudantes sabe que é um publico que se forma e vai embora. Tem gente de cidades vizinhas ou de outras provincias que so vem aqui para estudar mesmo e volta depois do curso. E mesmo dentro do meu curso eu sinto que falo com todo mundo e todos os grupos, mas não pertenço a nenhum. E no fim as pessoas com quem saio sao brasileiros… Moral da historia, acreditei que college fosse me dar oportunidade para fazer amigos, mas na realidade nao foi bem assim. Mas fiz bastante conhecidos.

Outras coisa que pesa é nao saber como as coisas funcionam aqui. Ao contrario de quem chega imigrante e tem que resolver tudo ao mesmo tempo e rola um overdose de coisas a serem feitas  + entender a cidade, eu pude ir com calma nesse aprendizado. E mais, meu curso me deu muita informaçao util pra quem nao é daqui. Por exemplo, eu tive uma aula de segurança no trabalho que me apresentou o CSST e como funciona. Ou seja, qualquer acidente de trabalho que aconteça o CSST cobre, se você precisar se ausentar do trablho por isso explicaram como eles calculam o salario etc etc. Posso nao saber tudo de cor, mas ja sei onde ir pra perguntar. Minha aulda de RH falou de curriculo dos e donts e cover letter mas isso voce acha na internet. Falamos sobre perguntas ilegais que você podde recusar a responder porque não sao pertinentes ao cargo ou que podem ser descriminatoria. Falamos das unions que sao como sindicatos e que tem um peso enorme aqui. Elas fazem contratos com as empresas em nome dos funcionarios (qualquer cargo de supervior pra cima nao esta coberto) determinando TUDO, carga horaria maxima, carga de trabalho, como promover alguem, direitos etc etc. E isso vai pesar qnd voce quer ser promovido. Pois a union sempre da prioridade pra quem temmais tempo de empresa. Ou seja, fulano pode nao ser muito bom ou o mais competente para ser promovido, mas ele tem 20 anos de empresa e quando tiver uma oportunidade de promocao ele sera a primeira opcao. Esses agreements mudam de empresa pra empresa mas essa da senority é cliche. Logo, sabendo disso ja sei que as promocoes vao demorar, na hora de fazer horario o ulltimo que chegafica com menos horas, quem tem senority pode escolher dias de folga, os horarios etc etc. Ja não vou ficar surpresa com isso. Tambem tive aula de law que eu uma geral muito boa em varios assuntos. Sei que contrato verbal aqui tambem conta, que contratos podem ser cancelados se você provar que você foi forçado ou intimidado a assinar (por examplo, com uma arma na cabeca), que contrato de aluguel de casa renova automaticamente, que video nao conta como testamento em caso de morte (historia engracada), que se não casar, mesmo depois de 40 anos juntos, o conjuge nao tem direito aos bens depois da morte do outro conjuge.

Outra aula que me ajudou muito eh a da frances esse ano. Eles dividiu as regioes do Quebec e cada um tinha que apresentar pra turma. Quem diria, tem 21 regioes dentro do Quebec! Pelo menos ganhei uma nocao da provincia como um todo. Mas o que me falta mesmo é entender as divisoes de Montreal e redondesas… Falam muito da West Island (que eh pra onde tem o aeroporto), South Shore (que pelo o que eu entendi é fora de MTL, Brossard etc depois do ponte rs) e volta e meia falam um lugar e eu fico… ah ta…… (????) E é esquisito porque nas aulas é tudo muito local e nem sempre os exemplos dos profs fazem sentido pra mim. Tem empresa que eu nao conheco. É tipo eles dando falando da Mesbla (quem lembra ?  rsssss). Sinceramente eu ouvi muito dessa loja quando eu era crianca, nem sei se cheguei a entrar nela, ela faliu. Mas se alguem falar dela acho que nao ia ficar tao perdida. Ou mesmo usar a Varig como exemplo. Enfim, eu fico por fora. Isso éporque eu ainda nao tive ue falar de celebridades canadenses hahaha. Quebecois entao…..

Do meu ponto de vista, o inverno é o de menos. É frio, mas só na rua e quando eu entro eu ate esqueço. O que pesa mais pra mim é o dia curto e a falta de sol. Dezembro aqui ficou dias sem fim nublado e cara de chuva. O dia super curto com o por do sol pelas 16h e o pouco e luz solar que a gente podia ter ficou coberto por nuvem. Isso semana a pos semana comecou a me incomodar. Acho que posso ousar dizer que prefiro -30C ao fresquinho que tava porem nublado. Me de sol, mesmo que com o frio. Entranos no horario de verao no fds passado e eu adoro (mesmo tendo sido uma transicao dificil fiquei com os horarios tudo trocado). Literalmente de um dia pro outro o sol se poe depois das 18h =D

Quanto a preconceito por ser imigrante eu ja senti uma leve vibe numa entrevista de emprego. Foi e nao foi preconceito. Eu tive a sensacao que minha experiencia fora não conta. Eu ja trabalhei em hotel e a pergunta dela foi assim “entao voce nao tem nenhuma experiencia em hoteis….. em montreal” e isso me incomodou pq me deu a sensacao que se nao for aqui nao conta. Mas se todo mundo for pensar assim como é que se consegue a experiencia aqui???? ora bolas! U_U e outra que me incomoda muito é quando meu namorado diz que “é coisa de imigrate”. La estava eu linda olhando floquinhos de neve de perto tão lindinhos e ele me disse “ça fait tellement immigrant” (ah isso é tao imigrante) eu nao acho que ele fala por mal, acho que faz mais pra implicar mesmo, mas mesmo assim… De forma geral eu acho que os quebecois são bem tranquilos com imigrantes. Na verdade eu acho que são os outros imigrantes que trazem seus preconceitos, assim como nos trazemos os nossos. Não que os quebecois não tenham preconceitos, mas eu acho que eles ja crescem numa cidade tão multicultural que acho que eles crescem mais receptivos, eu imagino.

Acho que o post ficou muito cheio de ideias soltas em cada paragrafo, mas é que eu tenho um monte de coisa em mente e esta tudo bagunçado rs mas o que eu quero dizer é que aqui não é um paraiso apesar de ter uma qualidade de vida bem melhor. Se você pensa mesmo em vir pra ca foque na lingua. Sem ela você se enrola pra fazer todas as outras coisas. Pesquise bastante! Porque quanto mais voce souber antes de vir mais facil fica quando voce chegar aqui. E saiba que tem umas coisas que são bem pessoas. Umas pessoas se integram melhor, cada um sente falta de uma coisa, uns se sentem em casa mais rapido, uns sentem muito. E se vier e ver que isso nao é pra voce, volte e busque o que te faz feliz. Nao tem pra que ficar infeliz aqui. Canada não é para todo mundo, imigrar não é para todo mundo e ninguem é menos por isso.

Eu adoro o Canada, gosto muito de Montreal, mas tenho meios receios quando algumas politicas do Quebec. E o sistema de saude daqui me assusta. Volta e meia tem umas historias loucas no jonal de pacientes que tiveram problemas. Do nivel que vi uma materia de pessoas cruzando a fronteira pra ir numa clinica em Ontario e falando como o tratamento la é muito melhor. Aqui você espera demais, os medicos fazem pouco caso e parece que eles evitam fazer testes mesmo você precisando ser dianosticado… Nisso outras provincias parecem melhores, sem contar a ausencia do frances 😉

Pra onde eu iria? Não sei…

Ela

Depois de 2 anos, tenho TV de novo

Desde de que cheguei no Canada eu tenho vivido sem TV. Lembro que achava estranho quando ouvia isso por aqui, mas depois me dei conta que eu não assistia mais TV. No inicio, com a euforia do intercambio, confesso que não fez falta. E não é que não tivesse TV na casa, eu apenas nunca parei pra assistir. Com um monte de coisa pra fazer la fora, tantos lugares pra ir, coisas pra fazer que não fazia sentido se prender a TV. Eu realmente acabava indo pra casa só pra comer e dormir. Cada estação é diferente e o verão em Montreal é tão cheio de festivais grátis que ficar em casa seria um grande desperdício. Aliás, como o sol se põe super tarde no verão (quase 22h) eu me ferrei muito quando tentei chutar a hora olhando pro sol como se fosse Brasil e não pro relógio. Pensava “ah , eve ser 4 ainda”, mas ja era 7 e eu ja tinha perdido a hora do jantar na casa de família….

Como eu disse tinha TV na casa (pelo menos nas de familia), mas eu não estava em casa pra assistir. Mas sempre tem um dia de chuva, um dia sem planos, um momento em que os companheiros de aventura voltam pro seu país… Dai o problema era que eu não sabia o que assistir. Eu não sei os canais, os programas, os horários. Acabei me virando com a internet. Até que a festa acabou e a vida virou rotina. Escola, casa. Casa, escola.  Uma TV começou fazer falta… Mas eu morava com mais 4 meninas e ninguém dava falta de uma TV. Uma menina me indicou o tal do project free TV que tem vários (mas não todos) programas e filmes, mas ele é cheio de ads… Acompanhei umas series por ali, outra por um app da City e resolvi entrar no Netflix. Vivi de Netflix por um ano e meio. Não me pergunte o que aconteceu no mundo. Se não apareceu várias vezes no Face eu não soube rs. Mas as vezes tudo o que eu queria era assistir alguma coisa diferente, outros assuntos…

Até que com a mudança e minha mãe aqui ela acabou me comprando uma TV (eba! Thanks mom!) (ela tb é dessas que precisa de TV). Mas eu acho TV a cabo meio cara e se eu sobrevivi ate aqui sem ela não vi porque gastar esse dinheiro. Fiquei só com a meia duzia de canais abertos. E apesar de já ter TV faz um mês eu quase não parei pra assistir alguma coisa de verdade (achei um programa que eu ja conhecia que vou tentar assistir e a Ellen que nunca acerto o horário rs). Até que… Ontem eu assisti o tal do The Social (uma mistura de Saia Justa e Mais Você) e depois o jornal e um outro e um outro. Já sei os dois canais principais ( CTV e City). E aos poucos vai fazendo sentido.

Diferenças culturais na hora do intervalo

Que o Canada e Montreal são multiculturais você já deve saber, mas uma coisa que me chamou atenção foi um propaganda de fraldas. Enquanto no Brasil nossos comerciais acabam sendo feito com pessoas modelo e de forma geral não mostra muito diversidade cultural (ta, isso já começou a mudar lentamente). Mas acho que propaganda de manteiga e fralda ainda vende aquela família branquinha meio europeia… E eis que eu vi – o que parece ser pela primeira vez na minha vida – uma propaganda de fralda que não é assim.

O que me choca é o fato que eu fiquei chocada. Eu nunca imaginei que fosse me marcar. Eu não me sinto incomodada com a propaganda em si, mas como  fato que eu não estou acostumar a ver comerciais que realmente mostram uma diversidade. E quando ela aparece sempre vem bem no estilo “olha, estamos incluindo minorias! Somos legais!” e ai mostra alguém loiro, cabelo escuro, negro e/ou asiático. Ou homem, mulher e negro ou asiático. Mas não sei se consigo lembrar de um em que a “diversidade” protagoniza sozinha a propaganda.

Outra é uma de carro. Essa não me impactou tanto, mas achei bonitinha. UPDATE

Acho bonitinho o pai meio que ajudando mas opa opa opa! Pera lá hahahaha Mas de verdade isso pra mim é mais diversidade. Não é só uma etnia. E isso fica bem MTL. Ficaria bem Brasil tambem se não fosse nossa mania de querer ser gringo…

Fora isso tem muita propaganda estranha.. o_o

Tem também um programa que eu vi de relance que parecia uma coisa meio Mais Você apresentado por dois homens e eu acho que eles eram gays xD. Eu sei o que o Clodovil era gay e tinha um programa, mas não sei se consigo ter um segundo exemplo. O Brasil é realmente cheio e preconceitos e eu não sei o quanto deles eu estou carregando comigo…

Voltando ao The Social (só assisti dois até agora), ele é um desses programas em que 4 mulheres falam de tudo e dão suas opiniões. Falam de relacionamento, família, moda, babado dos famosos e alguma noticia louca ai. Pra mim o diferente é que elas consideram e questionam bastante a questão de gênero, papel da mulher/do homem. Como exemplo vou usar esse video nesse link em que elas falam do RBF (resting b!tch face).

Fora isso tem os canais em francês que eu ainda não parei de fato pra assistir. Cheguei a ver um filme que ja tinha visto em francês (pq assim como a Globo aqui eles tambem dubla coisas pra francês). Mas eu acho os programas em francês mais difíceis de acompanhar não só pela língua mais pq se eu pegar o bonde andando aí mesmo que eu não sei o que ta acontecendo. Teve um em que eles contam uma historia e você tem que adivinhar quem inventou a historia quem contou uma que aconteceu e verdade… Só vou dizer que eles eram bem quebecois rsss

E por fim é que me mantém um pouco atualizada com o que ta acontecendo na cidade tanto pelo jornal quanto pelas propagandas dos festivais e eventos.

Ela

O interculturalismo do Quebec (continuando)

No ultimo post eu falei do Multiculturalismo e seus efeitos. Só esqueci de dizer que era mais pro Canada do que pro Quebec. Eu acabo esquecendo que o Quebec é meio filhinho favorito e faz o que quer. Com isso no Quebec existe o Interculturalismo. E ele por sua parte é diferente do Multiculturalismo.

A professora definiu (estamos falando disso em sala de aula) o interculturalismo mais ou menos como “você acredita no que quiser, fala a lingua que quiser, as tradições que quiser… Dentro da sua casa.” Enquanto o Canada e seu multiculturalismo quer abraçar o mundo e gritar “SEJAM TODOS BEM-VINDOS” (mesmo que essa atitude tenha repercussões já discutidas no post anterior), o Quebec prefere mostrar seus valores e ter os imigrantes se integrando a eles, mas deixando espaço pra que cada um ainda mantenha sua cultura, se quiser. Como na lista de leitura não tinha nada muito especifico de Quebec eu achei o texto “Clarification of terms: Canadian Multiculturalism and Quebec Interculturalism” que eu confesso que não li todo. A questão é que o interculturalismo quer que o imigrante saiba e respeite os valores de Quebec. E os valores são definidos: liberdade de expressão e religião são fundamentais a sociedade quebequense alem do mais todo mundo beneficia da proteção igual da lei (leis aplicáveis a todos) e o documento oficial diz mais: “viver no Quebec é viver em francês (MICC, 2011, p. 2). A lingua francesa é o simbolo de pertenção à sociedade quebequense (MICC, 2011, p.2). Aprender a lingua francesa é, de fato, necessário para uma integração social e economica bem sucedida (MICC, 2008, p. 14; MICC, 1991, p. 17 and 66).” #ficadica

Com isso você vê que o approach do pais e da província são um cadinho diferentes. Ambos concordam com o conceito de que a lei se aplica a todos e que deve se respeitar a herança cultural que o imigrante trás. Mas eles diferem no momento em que Quebec quer que você faça parte e saiba e respeite os valores locais e em troca Quebec respeitará sua contribuição como imigrante e assim a integração bem sucedida precisa dos esforços de quem ta aqui e tambem de quem chega. Em palavras mais simples todo mundo fica feliz (no papel). Já o Canada, segundo o texto apresentado no post anterior, me parece muito mole e sem impor limites. Não da pra agradar todo mundo e dizeer que todas as culturas estão ‘certas’ e podem fazer o que quiser. Ideologias opostas caminham em direções diferentes e ai?

Conheça o Hijab.

Bom a questão é que Quebec tambem tem seus problemas. Nessa de enfatizar no Estado secular rolou aquela conversa ha mais de um ano atrás sobre funcionários do governo não poderem mostrar nem um item religioso no local de trabalho. Ouvi sobre o assunto, mas não li sobre. Basicamente ninguém poderia ter uma cruz, um véu, uma estrela de Davi ou qualquer outro item relacionado a religião já que o funcionário estaria representando o Estado e o estado é laico. Mimimi. Mas do que interferir na liberdade de expressão e o direito a religião essa ideia pra mim fica bastante discriminatória quando chega no hijab (o véu que cobre/esconde os cabelos), por exemplo. Basicamente quem usa não poderia trabalhar no governo. Cadê aquela coisa de oportunidades iguais? E não pense que é raro não que aqui tem um monte. Assim como muitas outras religiões. Na minha pequena opinião eu acho que uma lei como essa ultrapassa uma linha, um limite. Mas ela teria ficado de lado depois das eleições.

Pequeno pode. Grande não pode.

Seja Bem-vindo!

Até que, com a situação da França do Charlie Hebo, Quebec, que se espelha muito na França, quis voltar a considerar o que eles chamam de Charter of Values (que discutia a questão dos funcionários do governo vs sua religião no local de trabalho). Mas acho que esse é um daqueles assuntos que entram e saem dos jornais, mas não vão muito a lugar algum. Mas isso mostra como Quebec quer um pouco que seja. Soa como um: você é livre pra fazer o que quiser e vestir oque quiser, em casa. Na rua você tem que se enquadrar e parecer e agir como ~eles. #achochato

Aparentemente esse assunto era bem trabalhado quando a minha prof tava no colégio (brainwashing. Oi?). Ela contou uma historia meio bizarra. A prof dela tinha um mapa e estava colocando um pin em cada país que representasse a cultura dos alunos. Legal? Só que não. Essa prof queria por que queria encher o mapa dai que ela marcava Itália mesmo pras crianças em que a ligação com a Itália era o tataravô, sabe? O lance era encher o mapa. E eis que na vez dela na hora de responder – o classico – ” da onde você vem?”  no qual você = familia no sentido “quem na sua familia é imigrante e da onde ele/a veio” (essa ultima parte foi por minha conta) ela só conseguia responder Quebec. Acontece que ela é a rara espécie de Quebecoise que nasceu no Quebec, filha de Quebecois e se muito tem alguém nos EUA. Mas essa não era a resposta que a prof queria. Vê se pode! Como se ser daqui não fosse bom ou como se não fosse um lugar/pais/nacionalidade. E ela, como criança, chegou em casa decidida a saber de onde eles são. Hoje ela acha que a vó só a quis deixar feliz quando disse que tinha Espanhóis na linhagem. Nem no avô que disse que eles tem descendentes Nativos (índios). Isso tudo pra mim soa mais como a versão do Multiculturalismo. Mas vai que na época o conceito tava mais misturado o_O

Via Rail

Lemos em aula tambem um poema que fala da época da construção da Via Rail – a linha ferroviária que liga Leste a Oeste do Canada. E falando desse poema teve muito assunto historico e pouco tocado. Como qualquer pais hoje em dia, o Canada tambem tem um lado da historia menos bonita. Eles trouxeram muitos imigrantes para a construção (trabalho escravo e exploração de imigrantes, alguem conhece?). Mas quem tava aqui tb queria trazer familia e eis que criam um tax head (imposto por cabeça) no qual o imigrante aqui teria que pagar o equivalente ha um ano de trabalho para trazer alguém. Depois teve um historia com campos de concentração? Durante alguma guerra os Japoneses eram os “inimigos” e como o Canada sempre vai ficar do lado da Rainha (leia-se Inglaterra) os Japoneses não automaticamente inimigos. Ai que o Canada, seu lindo, jogou os japoneses em campos no meio do nada em condições péssimas apenas para tirá-los da vista e dar sensação de segurança =) #risoironico.

Deixa eu enfatizar que isso é a minha versão do que eu entendi com o resumo que ela deu da historia. Mas a moral da historia é que o Canada teve sim seus problemas e está longe de ser um país perfeito. Assuntos assim são deixados de lado na hora de contar as historia do país né rs. E só como uma questão de conhecimento geral foi daí que nasceu o prato Patê Chinois. Eles alimentavam a massa de imigrantes (em boa parte chineses) com isso. E o curioso é que a família da minha super quebecoise prof tem mó orgulho disso. Eles alimentaram a massa. Alguma coisa assim.

Mais uma curiosidade – um pouco fora do tema. As escola no Quebec acabam tendo preços para Quebecois/residente; canadenses; e estudantes internacionais. Sim, três preços. Um pra cada. Só que Quebec tambem tem um acordo com a França no qual franceses podem estudar aqui pagando preço de quebecois! :O Mas se alguem vem de Ontario ou Manitoba etc paga mais caro! #tobege

Realmente o Quebec é como um país dentro de um país. Gosto muito de Montreal. Mas em caso de separação acho que eu fico com Canada.  =X   Shhhhhhh!

Ela

Um multiculturalismo que separa

Eu li o texto “A_Question of_Belonging: multiculturalism and citizenship” do Neil Bissoondath para a escola (na aula de inglês estamos falando de geração Y, multiculturalismo e questões de gênero) e confesso que eu adorei o texto e eu tenho muita coisa pra pensar. Eu coloquei o PDF ali pra quem quiser ler o texto na integra (gigante! eu sei…).

Como futuros imigrantes nós sempre ouvimos/lemos muita coisa da vida aqui. Vemos que o Canada promove igualdade, tolerância, mas também ouvimos/lemos varias historias de preconceito contra imigrantes inclusive para conseguir emprego. E é aí que tudo fica meio turvo. Cade os valores canadenses??

Eu sempre achei que o Brasil e o Canada sãos países com gente de toda parte do mundo a diferença é que no Brasil a gente já se misturou faz muito tempo e hoje somos todos brasileiros (e depois de ler esse texto dou mais valor a isso sabia) enquanto aqui todo mundo continua em seus grupos, ou seja, acabam virando Chineses no Canada, latinos no Canada, Árabes no Canada, russos no Canada e assim por diante. O Canada é essa grande nação que se diz abraçar todas as outras através da seu multiculturalismo e sua dita tolerância. Mas como disse o Neil o Multiculturalism Act é genérico e usa com frequencia palavras como: reconhecimento, apreciação, respeito, promover, preservar e outras do gênero. Parece até que esta falando de um patrimonio da humanidade. E acaba por afirmar que os imigrantes não precisam mudar quem eles são colocando na sociedade a responsabilidade de se ajustar aos que chegam. Como se os imigrantes fosse continuar aqui a vida do jeito de levam lá no seu pais de origem. Como se a cultura daqui não fosse influenciar o individuo. Nós, como seres humanos, não somos estáticos o ambiente muda a gente. As experiencias nos enriquecem e com o tempo mudamos. Eu não sou as a menina que chegou aqui há quase dois anos. Muito menos a menina que era quando vim pro Canada pela primeira vez em 2008. Não tem pra que proteger algo que eu não sou mais. Eu, particularmente quero me “enturmar” aqui. Não quero apenas ser uma brasileira em Montreal. Eu quero ir além e eventualmente “ser daqui”. Entender como a cidade, a província e o pais funcionam. Não quero ninguem me obrigando a ser a ~tipica brasileira~ de samba, carnaval e futebol – nunca fui isso mesmo. O Brasil é mais que isso. Os ~haters que me perdoem, mas é um país cheio de belezas e riquezas que nem sempre valorizamos. Mas na hora de representar o país ficamos sempre amarrados a esses conceitos – e outros preconceitos. No texto Neil ressaltou uma coisa que eu não havia reparado ainda: a simplificação da cultura. Que nos milhões de festivais que o Canada tem pra promover e valorizar o multiculturalismo são muito superficiais ainda presos a esteriótipos apenas para entretenimento. Não promover o conhecimento e a quebra de barreiras. Você não sai sabendo ou conhecendo mais do que quando entrou. É verdade. Acaba por ser tudo um grande teatro preso no tempo ou num mesmo cenário (e muito provavelmente do mesmo lugar. Quem de fora do pais vai saber de Santa Catarina ou Mato Grosso? Mas quase certo que sabem Rio). Não representa a realidade daquele lugar, a situação atual nem como são as pessoas. Muito triste isso. O Canadá esta perdendo uma oportunidade de ser um país muito rico em conhecimento. Cada imigrante pode ser considerado uma fonte de conhecimento e uma ponte até aquela cultura. Não tempo pra que ficar repetindo esteriótipos.

E com toda essa questão de proteger e preservar a cultura de fora – e de certa forma não se impor nem seus valores –  o país se coloca em situações muito complicadas. Neil cita exemplos como dos Serbians vs Croatians em que um membro da Ontario Legislature não quis se desculpar pelo o que disse sobre os Serbians. Pelo o que eu entendi esses dois grupos tem uma rixa antiga que é passada a diante. Agora o que acontece quando eles imigram pro Canada? O que acontece com essa rixa? Ou como o caso em que faz parte da cultura dos West Indians fazerem festa com musica alta e convidar vizinhos com comida e bebida de sobra com intuito de diversão. Mas na realidade daqui acabam virando um vizinho festeiro que toca musica alta e perturba e fica sendo mal visto pelos outros. O que o Canada faz sobre isso? Dai que se alguém reclamar do som alto acaba sendo visto como intolerância e agressão a cultura (oi?).   Afinal ele me encoraja a levar quem eu sou, minha cultura, raízes e costumes comigo. Junto com preconceitos, rivalidades, intolerância, pensamentos/atitudes radicais. Não faltou um limite? Não seria essa a oportunidade do Canada se impor como um lugar onde a aceitação, igualdade, o respeito prevalecem? Aí o texto traz um exemplo que vai ainda mais longe e eu, pessoalmente, fico que não saberia o que fazer como ministra ou sei la quem decide essas coisas: a circuncisão feminina. Houve um aumento no pedido desse procedimento. Acontece que por aqui isso é visto como mutilação e ainda traz repercussão na saúde da mulher como sangramentos graves, infecções frequentes, dor durante o sexo, hemorragia durante o parto ou infertilidade. É uma pratica que não faz sentido dentro da mentalidade Ocidental. Mas é cultural, e aí? E acaba que as famílias acabam por mandar as meninas pro país para fazer o precedimento que eles gostariam que fosse realizado no Canada.

Toda essa questão do ~multiculturalismo~ faz a gente olhar uns pros outros com essa premissa de querem encaixar todo mundo num grupo, seja ele étnico, cultural ou religioso. E é assim que nascem diálogos como:

– Da onde você é?

– Daqui.

– Não. Da onde você é mesmo. Seus pais sua familia?

No inicio eu achava que eu tinha A cara de turista. Mas no colégio comecei a perceber que é a tipica pergunta daqui. Até quem nasceu aqui recebe essa pergunta (especialmente se tem uma feição muito ~étnica). Ser daqui não satisfaz. Tem que dizer de onde seus pais (ou talvez avós) vieram. Ucrânia, Jamaica, Tailandia, Coréia. E assim nascem os alguma-coisa-canadian. Porque ser canadense não responde a pergunta. Nesse momento é que os que mudam pra cá e seus filhos ficam com uma identificação mista. Quem nasceu aqui é canadense primeiro ou a nacionalidade de seus pais primeiro. As vezes eu sinto que essa identificação de “grupo” conta mais. É ser indiano primeiro, croata primeiro, chines primeiro e depois canadense. Ao ponto que os filhos de imigrante foram lutar na Croácia. Eu acho estranho que crianças que nasceram e cresceram aqui tomem parte numa briga que “nem é deles”. Imagina que eu tenho um filho aqui e ensino ele a não gostar de argentinos. Faz sentido? Pra mim não. Já é besta isso no brasil que dirá num país que está na outra ponta do continente.

Quem sai perdendo é o Canada que constrói um país dividido, segmentado, que mantém preconceitos em vez de minimiza-los. Vira um país cheio de clubinhos e nenhuma noção de unidade e conjunto coeso. Ficam passando essa ideia de um grande mosaico de culturas e esquece de fortalecer a própria. Os valores do Canada soam bem legais, mas seria mais legal ainda se fossem trabalhado para que criar uma sociedade coesa.

 

Ela

En français svp, LaSalle!

Eu estou estudando no LaSalle College desde janeiro e acabou que nunca postei muito sobre o assunto aqui no blog, mas fiz um comentário na pagina do facebook outro dia sobre uma de minhas aulas. Estou num curso de gestão de hoteis e a gente vai aprendendo sobre todos os setores. Agora no segundo semestre a gente tem uma aula sobre restaurante no restaurante. Acho mo interessante que a gente vai no restaurante e faz um rodizio nas funções, como por exemplo: garçom, pantry, runner, maitre D, assistente de maitre D. E na cozinha tá o povo do curso de culinária! O restaurante é aberto ao publico dai eles cozinham e a gente serve! É uma aula 100% pratica pra ambos os cursos (ok a gente teve 2 semanas de sala de aula pra aprender o básico).

Eis que hoje a coordenadora do curso passou la quando a gente ainda estava arrumando as coisas pra nos avisar o seguinte: alguém foi lá e não teve o serviço em francês. Só que não para por ai não! A pessoa se deu ao trabalho de escrever pro jornal Le Devoir pra reclamar!! O artigo saiu ontem. A escola escreveu uma resposta, mas eles não publicaram… E ainda um radio entrevistou a coordenadora sobre isso. Ela explicou que o restaurante é uma sala de aula e que o colégio oferece os cursos tanto em francês quando em inglês e se o aluno se inscreveu para um curso em inglês eles tem que oferecer o curso em inglês. E tambem lembrou que o restaurante não tem acesso pela rua e quem vai la tem que entrar no colégio (e ver que é um colégio) pra chegar no restaurante. Mas ai ela lembrou pra gente que o é aberto ao publico e no Quebec tem a lei de que os serviços tem que ser prestados em francês e mimimimi. Dai se você fala francês otimo, se não peça ajuda ao professor. Tambem pediu que recebêssemos as pessoas em francês “bonjour” mimimi e trocar pra Inglês depois e pouco depois brotou uma placa na entrada lembrando que se trata de estudantes e tal. Ironia ou não a placa ta só em francês xD

Daí é isso. Uma tempestade em copo d’agua por causa disso (aaah ela falou exatamente isso em francês hehehe “une tempête dans un verre d’eau“). Achei a pessoa muito ofendida e eu não consigo entender o drama. Pode falar quantas vezes quiser que é a historia do Quebec e dessa coisa de preservar a língua francesa, mas é em momentos assim que toda aquela historia de tolerância que eles vendem vai por água a baixo (que nem aquela do estado laico que as pessoas do setor publico não poderiam ter/vestir/mostrar nada que fosse ligado a religião) e nem vou falar dos comentários desse artigo… Será que uma pessoa assim consegue entender que se o aluno é de fora do Quebec e do Canada vai levar um tempo pra chegar num nível comunicável de francês (e ingles tambem). E, sim, eles tem aulas de francês.

#coisasdequebec

*Aqui o texto no Le Devoir.

Ela

Curtindo o calor. E saudade do frio.

O verão começa daqui a pouco, a temperatura quer ficar nos 20 e calor está aqui. Hoje por exemplo ta 30C po-si-ti-vos! Depois de meses falando dos negativos é ate estranho falar de 20 e 30 positivos hahaha.

mtl 30c

Eu sempre preferi o friozinho (não to falando de friozão rs) e eu lembro que a temperatura mais perfeita foi quando eu tava em Vancouver na primavera: 18 graus no inicio da noite depois de um dia de ~calor~ (27 graus se não me engano). Nunca vou esquecer como foi agradável a volta pra casa naquele dia. Aqui, esse ano, eu curti muito os primeiros de temperaturas positivas depois do meu primeiro inverno canadense. +1C é muito agradável depois de -20C =D Só que depois de meses usando as mesmas roupas de inverno (minha coleção outono-inverno não ta grande) tendo apenas 2 botas pra usar o inverno todo e usando calças desde, sei la, outubro eu não via a hora de usar meus shorts, vestidos e blusinhas da alça *_* passei abril e maio não sabendo me vestir pq 18 ou 20 C é bom mas 8 e 10 ta frio e eu tava dando tudo pra poder usar meus shorts rs. Eis que o dia chegou e tem feito um calorzinho mo bom. E eu só digo bom porque peguei o inverno daqui, não sei se estaria curtindo essa temperatura no Rio. Nada como uma nova perspectiva xD Só que quando eu entro em casa ou na hora de dormir me bate uma saudade do inverno. Era tão bom dormir no friozinho, ter o aquecedor e poder controlar a temperatura. Não curto calor dentro de casa rss lá fora é delicia. Sentar no sol, poder usar a outra metade do guarda roupa sair com no máximo casaquinhos leves (bem, ainda é Montreal e tem dias que a noite fica fresquinho).Pegar o verão depois do inverno é magico! Eu que tenho verão o ano inteiro, sol o ano inteiro, eu que fugi do sol e dava tudo pra um friozinho estou mais é querendo uma tarde no parque pegando sol! Quero minha cor de volta! Vitamina D vem ni mim!!!!

Quebec: um verão que dura 10 sábados (NOOOOOOO! 😦 )

Mas aqui tudo vem prazo de validade e o verão vai acabar e o inverno vai voltar. Mas ele acaba tambem. Essa relação com a natureza é engraçada e explica muito porque tudo fica lotado no verão. Sabe o “aproveite enquandnto pode”? É lei aqui. Eu tenho essa sensação que o povo aqui é muito outdoors. Todo mundo corre, anda de bicicleta, senta nas varandas dos bares e restaurantes anda mais em vez de pegar ônibus ou metro. E que bom que o sol fica até bem tarde! Que bom que Montreal é uma cidade cheia de eventos! O Grand Prix abre esse fim de semana a temporada de festivais! Mais e mais motivos pra não ficar em casa, pra não ficar indoors! Porque quando outubro chegar…. Vai ser hora de dizer adeus e voltar pras calças e casacos…. Mas tudo bem, ainda podemos esquiar, patinar no gelo, fazer boneco de neve etc 🙂

Ela

Halloween

Os dias estavam passando e eu estava esperando ansiosamente como uma criança pelo natal. Queria ver as casas decoradas e pessoas fantasiadas e todo um clima assustador de Halloween!

Talvez por frequentar mais a cidade do que a parte residencial eu vi mais restaurantes decorados do que qualquer outra coisas. Lojas vendendo apetrechos por podo lado (desdo inicio de setembro!!)! Lojas vendendo fantasia brotaram em vários pontos! Visitei algumas =D

Eis que finalmente o dia chega e… ninguem marcou nada. Meus poucos amigos  (sabe como é o povo de intercambio chega e vai, mas eu fico) trabalham, logo não nos falamos com frequência =/ No dia 31 eu não sai, mas sai sexta e sábado o/

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 E conseguir uma fantasia de ultima hora não foi tão complicado quando eu pensei. complicado foi escolher o que ser nesse Halloween. Considerando minha personalidade e o frio eu não sou exatamente uma pessoa que quer mostrar muito o corpo e tirando pouquíssimas exceções fantasias femininas são sempre muito decotadas e ou curtas (sem brincadeira me faltou peito pra preencher a fantasia #deprimente). Opções aqui do lado.

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 Eu realmente não sei como me vestir assim no frio pq mesmo com casaco como ficam minhas pernas??? Sou daqui não. Na minha terra faz 40 graus quando as pessoas se fantasiam…

Acabou que eu que eu me decidi por pirata e com leggings (leggings E mais uma meia pra esquentar) e uma bota ficou tudo certo! o/ E como tive a chance tambem comprei cilios postiços *_*

Voltando ao assunto. Vi muitas fantasias legais !! Vi um Iron Men muito legal com a luz no peito e tudo. Um Capitão America intimidador de tão grande. Vi uma Marge Simpson!! *_* Com cabelão pra cima e tudo !!! Vi um simplista que vou de papai noel gostosão (chapéu de papai noel e blusa vermelha – as vezes aberta…).  Vi um Hulk que parecia uma estatua!! Vi uma mulher gato que era homem. E vi um Teddy Bear! Muito comedia ver ele dançando com aquela mão sem dedos na cintura da menina! hahah Sem contar caquela cabeçona sem expressão hahhaa E mais! a menina levou o Teddy Bear pro canto!!! Muito louco!

Como eu disse só vi os restaurantes decorados. Fora isso o unico lugar que eu vi perto do que eu esperava foi esse:

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Esse foi o meu Halloween

Ela