No snapchat

Acabou que a volta que eu tinha prometida aqui acabou sendo no Snapchat (me segue la! quebecleza). E dentro desse universo descobri varias pessoas tanto no Canada como no mundo. E aqui vai uma lista de quem eu tenho:

Canada

snpachat-logo

Montreal

nielaaquino

fernanda.iensen

quebecleza (sim, eu!)

canadaceares

expressomtl

dpfontes

bianca.mrangel

mirellasa1

akietgw87 (hello kiks)

 

Toronto

mara-martin

rian.lins

cillafontes

vemcanada

michellyteymeny (daqui prai)

crescendonoca

serumcanuck

tiacal1

vireicanadense

 

Vancouver

bibacria

canada.br

canadamais2

manecacamisasca

malainquieta

canadaforaserie

canalfalamaluca

falamaluca_lu

itslucianosouza

lidiimendes

kittynocanada

 

Calgary

van-kohn

alinelrp

Winnipeg

gabyferreira40

Lourdex

Ottawa

ca.japa

New Brunswick

canadiando (sumiu do snap)

 

E no mundo!

(UPDATED 23 Dez 2016)

debivieirapaz – na Suécia

stronglica – na Suécia

prialbuque – na Suécia

varomao – na Suécia

gi-vpeuropa – na Suécia

vivianedeolli – na Noruega

euandopelomundo – na Suiça

moninswiss – na Suiça

kelypelomundo – na Austria

helorighetto – em Londres

travelwithpedro – Londres mas viaja muito

italianablog – Italia/Brasil (sumiu)

kedimabcn – na Espanha

soldebarcelona – na Espanha

rosanabastista (cozinha lado B) – em Portugal

thaiscfn – europa…

passos.vanessa – europa?

rodriguesmarla – europa…

mariykm – Irlanda?

mirellam7 – na Irlanda

godoyn (SuaConterranea) – na Australia

likewanderlust – nas Australia

vass1707 (vikathechica) – na Australia

alinerreis – na Tasmania (Australia)

iamkeyse – no Japão

feneute – em New York

adriadu – em Seattle

singridsouza – Florida

 _________UPDATE JAN 4TH 2017________

Criaram um grupo interativo chamado Brasileiros no Exterior no qual respondemos perguntas 2x na semana. Os participantes estão espalhados pelo mundo e é uma forma de saber um pouco da vida fora do Brasil e os diversos pontos de vista . (Obs: alguns dos snaps do grupo eu já tinha é estão ali em cima)

*pode ser que hajam atualizações nos integrantes do grupo, ou seja, pode ser que fique desatualizado


_________FIM DO UPDATE_________

Esta é a minha lista de sugestões de snapchatters (espero não ter esquecido de ninguém ou errado o nome D= (qualquer coisa me avisa!) ). E sim, são todos brasileiros. Lembrando que muitos deles estão em outras mídias tambem, como por exemplo instagram, youtube, facebook e blog. E estou aberta para sugestões tambem. Deixa ai nos comentários as suas recomendações 😉

 

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Não existe paraiso – um pouco da vida e das dificuldades de viver aqui

O bloguinho vai ficando abandonado… Mas ele não morreu!

Outro dia perguntaram num grupo no facebook quais as dificildades que a gente ainda encontra depois aque chega aqui ou menos depois de anos aqui. Muita gente ainda acha que aqui é o paraiso e que depois que o visto sai os problemas acabaram. Bom, choveu respostas e depois eu vi que virou assunto no Montreal na real com o nome de Dark side da imigraçao. O audio é bem longo então fui ouvindo picadinho durante a semana e eu gostaria de dar meu ver no asssunto tambem. Eles falaram de muitas coisas pertinetes e me fez pensar (só nao pensei mais pq as coisas estam tensas no meu dia-a-dia rs).

Acho que medo do inverno e saudade da familia é a primeira coisa que todo mundo pensa. Mas o que a galera mais sente, pelo menos de acordo com o que eu vi no post e com o Montreal na Real é o idioma, integraçao, idioma, trabalho, idioma. Sim eu falei idioma 3 vezes porque é o que pesa. Realmente nao saber se expressar é frustante e a razao pela qual eu nao sou mais fluente em frances depois de quase 3 anos aqui. Montreal é bem bilingue, no sentido que quase sempre consigo ser atendida em ingles em diversas situacoes, que para evitar a frustracao e o bloqueio do frances, eu acabo sempre caindo no ingles. My bad. Mas não recomendo. Vindo para o Quebec quero reforcar que é essencial o frances. Eu me viro bem porque meu listening nao esta ruim e eu consigo acompanhar o que esta acontecem mesmo que eu perca pedaco das frases. Na verdade, apesar de nao me sentir segura para falar frances, em diversas situaçoes eu percebi que estou acima da media de mt gente que chega aqui quando se trata de entender. Por outro lado, estou bem abaixo quando se trata de sair falando sem medo de tentar. E no ingles eu me sinto confortavel e me viro bem.

O que eu sinto mais mesmo é a questao de nao pertencer, nao entender, nao saber das coisas daqui. Depois que arrumei um TV eu ainda continuo nos canais em ingles porque eles fazem sentido pra mim (ate porque tem parte da programacao america como algumas series que eu gosto). Nos canais em frances eu não sei quem eles são, nao sei direito do que eles estao falando, as piadas fazem sentido e é um esforco muito maior a ser feito para poder acompanhar. Até meu namorado que é daqui não curte rss ai fica dificil ne xD Mas eu estava me sentindo muito isolada no fim do ano passado. Ainda nao sinto que fiz amigos aqui, daqui que ficaram aqui. Depois do meu primeiro ano eu decide que evitaram me apegar a pessoas que vao embora. Cansei de dar tchau e ficar pra tras. Fiz muito isso no primeiro ano quando estava de intercambio. Muita gente vem pra ca e fica 1, 2 , 3 meses e vai embora, os que ficam mais ficam 6 e eu que fica ficar 10 meses estou aqui ate hoje. No fim daquele ano eu nao tinha mais amigos. Foi triste foi chato. Foi uma galera que me fez falta. Depois eu comecei o college e eu sabia que teria aquelas pessoas por pelo menos 3 anos. Mas ja no inicio do ano passado eu ja comecei a perceber que nem todo mundo quer ficar. Tem gente que se forma e vai embora, volta pra casa ou quer ir pra outra cidade ou pais. Comecei a sentir que Montreal é uma cidade transitoria. Quem anda no meio de estudantes sabe que é um publico que se forma e vai embora. Tem gente de cidades vizinhas ou de outras provincias que so vem aqui para estudar mesmo e volta depois do curso. E mesmo dentro do meu curso eu sinto que falo com todo mundo e todos os grupos, mas não pertenço a nenhum. E no fim as pessoas com quem saio sao brasileiros… Moral da historia, acreditei que college fosse me dar oportunidade para fazer amigos, mas na realidade nao foi bem assim. Mas fiz bastante conhecidos.

Outras coisa que pesa é nao saber como as coisas funcionam aqui. Ao contrario de quem chega imigrante e tem que resolver tudo ao mesmo tempo e rola um overdose de coisas a serem feitas  + entender a cidade, eu pude ir com calma nesse aprendizado. E mais, meu curso me deu muita informaçao util pra quem nao é daqui. Por exemplo, eu tive uma aula de segurança no trabalho que me apresentou o CSST e como funciona. Ou seja, qualquer acidente de trabalho que aconteça o CSST cobre, se você precisar se ausentar do trablho por isso explicaram como eles calculam o salario etc etc. Posso nao saber tudo de cor, mas ja sei onde ir pra perguntar. Minha aulda de RH falou de curriculo dos e donts e cover letter mas isso voce acha na internet. Falamos sobre perguntas ilegais que você podde recusar a responder porque não sao pertinentes ao cargo ou que podem ser descriminatoria. Falamos das unions que sao como sindicatos e que tem um peso enorme aqui. Elas fazem contratos com as empresas em nome dos funcionarios (qualquer cargo de supervior pra cima nao esta coberto) determinando TUDO, carga horaria maxima, carga de trabalho, como promover alguem, direitos etc etc. E isso vai pesar qnd voce quer ser promovido. Pois a union sempre da prioridade pra quem temmais tempo de empresa. Ou seja, fulano pode nao ser muito bom ou o mais competente para ser promovido, mas ele tem 20 anos de empresa e quando tiver uma oportunidade de promocao ele sera a primeira opcao. Esses agreements mudam de empresa pra empresa mas essa da senority é cliche. Logo, sabendo disso ja sei que as promocoes vao demorar, na hora de fazer horario o ulltimo que chegafica com menos horas, quem tem senority pode escolher dias de folga, os horarios etc etc. Ja não vou ficar surpresa com isso. Tambem tive aula de law que eu uma geral muito boa em varios assuntos. Sei que contrato verbal aqui tambem conta, que contratos podem ser cancelados se você provar que você foi forçado ou intimidado a assinar (por examplo, com uma arma na cabeca), que contrato de aluguel de casa renova automaticamente, que video nao conta como testamento em caso de morte (historia engracada), que se não casar, mesmo depois de 40 anos juntos, o conjuge nao tem direito aos bens depois da morte do outro conjuge.

Outra aula que me ajudou muito eh a da frances esse ano. Eles dividiu as regioes do Quebec e cada um tinha que apresentar pra turma. Quem diria, tem 21 regioes dentro do Quebec! Pelo menos ganhei uma nocao da provincia como um todo. Mas o que me falta mesmo é entender as divisoes de Montreal e redondesas… Falam muito da West Island (que eh pra onde tem o aeroporto), South Shore (que pelo o que eu entendi é fora de MTL, Brossard etc depois do ponte rs) e volta e meia falam um lugar e eu fico… ah ta…… (????) E é esquisito porque nas aulas é tudo muito local e nem sempre os exemplos dos profs fazem sentido pra mim. Tem empresa que eu nao conheco. É tipo eles dando falando da Mesbla (quem lembra ?  rsssss). Sinceramente eu ouvi muito dessa loja quando eu era crianca, nem sei se cheguei a entrar nela, ela faliu. Mas se alguem falar dela acho que nao ia ficar tao perdida. Ou mesmo usar a Varig como exemplo. Enfim, eu fico por fora. Isso éporque eu ainda nao tive ue falar de celebridades canadenses hahaha. Quebecois entao…..

Do meu ponto de vista, o inverno é o de menos. É frio, mas só na rua e quando eu entro eu ate esqueço. O que pesa mais pra mim é o dia curto e a falta de sol. Dezembro aqui ficou dias sem fim nublado e cara de chuva. O dia super curto com o por do sol pelas 16h e o pouco e luz solar que a gente podia ter ficou coberto por nuvem. Isso semana a pos semana comecou a me incomodar. Acho que posso ousar dizer que prefiro -30C ao fresquinho que tava porem nublado. Me de sol, mesmo que com o frio. Entranos no horario de verao no fds passado e eu adoro (mesmo tendo sido uma transicao dificil fiquei com os horarios tudo trocado). Literalmente de um dia pro outro o sol se poe depois das 18h =D

Quanto a preconceito por ser imigrante eu ja senti uma leve vibe numa entrevista de emprego. Foi e nao foi preconceito. Eu tive a sensacao que minha experiencia fora não conta. Eu ja trabalhei em hotel e a pergunta dela foi assim “entao voce nao tem nenhuma experiencia em hoteis….. em montreal” e isso me incomodou pq me deu a sensacao que se nao for aqui nao conta. Mas se todo mundo for pensar assim como é que se consegue a experiencia aqui???? ora bolas! U_U e outra que me incomoda muito é quando meu namorado diz que “é coisa de imigrate”. La estava eu linda olhando floquinhos de neve de perto tão lindinhos e ele me disse “ça fait tellement immigrant” (ah isso é tao imigrante) eu nao acho que ele fala por mal, acho que faz mais pra implicar mesmo, mas mesmo assim… De forma geral eu acho que os quebecois são bem tranquilos com imigrantes. Na verdade eu acho que são os outros imigrantes que trazem seus preconceitos, assim como nos trazemos os nossos. Não que os quebecois não tenham preconceitos, mas eu acho que eles ja crescem numa cidade tão multicultural que acho que eles crescem mais receptivos, eu imagino.

Acho que o post ficou muito cheio de ideias soltas em cada paragrafo, mas é que eu tenho um monte de coisa em mente e esta tudo bagunçado rs mas o que eu quero dizer é que aqui não é um paraiso apesar de ter uma qualidade de vida bem melhor. Se você pensa mesmo em vir pra ca foque na lingua. Sem ela você se enrola pra fazer todas as outras coisas. Pesquise bastante! Porque quanto mais voce souber antes de vir mais facil fica quando voce chegar aqui. E saiba que tem umas coisas que são bem pessoas. Umas pessoas se integram melhor, cada um sente falta de uma coisa, uns se sentem em casa mais rapido, uns sentem muito. E se vier e ver que isso nao é pra voce, volte e busque o que te faz feliz. Nao tem pra que ficar infeliz aqui. Canada não é para todo mundo, imigrar não é para todo mundo e ninguem é menos por isso.

Eu adoro o Canada, gosto muito de Montreal, mas tenho meios receios quando algumas politicas do Quebec. E o sistema de saude daqui me assusta. Volta e meia tem umas historias loucas no jonal de pacientes que tiveram problemas. Do nivel que vi uma materia de pessoas cruzando a fronteira pra ir numa clinica em Ontario e falando como o tratamento la é muito melhor. Aqui você espera demais, os medicos fazem pouco caso e parece que eles evitam fazer testes mesmo você precisando ser dianosticado… Nisso outras provincias parecem melhores, sem contar a ausencia do frances 😉

Pra onde eu iria? Não sei…

Ela

50 anos de bandeira do Canada e frio

Meio seculo de bandeira no ultimo domingo. Nessas horas é que se vê que o Canada é um país muito jovem!

Saiba mais sobre a historia da bandeira aqui nesse post (que tambem é um dos posts mais visitados do blog).

2015-02-16 04.57.59

previsão para a madrugada de 15/16 de fevereiro 2015.

 

Enquanto isso faz mo frio la fora! brrrrrrrrrrr

 

Duas situações que você vai ver canadenses reclamando do frio.

1) sempre que possivel. Esse eterno desagrado com o inverno.

2) quando está passando dos -30 e ta frio pra cacete ao cubo + fator vento!

 

 

Ela

Um multiculturalismo que separa

Eu li o texto “A_Question of_Belonging: multiculturalism and citizenship” do Neil Bissoondath para a escola (na aula de inglês estamos falando de geração Y, multiculturalismo e questões de gênero) e confesso que eu adorei o texto e eu tenho muita coisa pra pensar. Eu coloquei o PDF ali pra quem quiser ler o texto na integra (gigante! eu sei…).

Como futuros imigrantes nós sempre ouvimos/lemos muita coisa da vida aqui. Vemos que o Canada promove igualdade, tolerância, mas também ouvimos/lemos varias historias de preconceito contra imigrantes inclusive para conseguir emprego. E é aí que tudo fica meio turvo. Cade os valores canadenses??

Eu sempre achei que o Brasil e o Canada sãos países com gente de toda parte do mundo a diferença é que no Brasil a gente já se misturou faz muito tempo e hoje somos todos brasileiros (e depois de ler esse texto dou mais valor a isso sabia) enquanto aqui todo mundo continua em seus grupos, ou seja, acabam virando Chineses no Canada, latinos no Canada, Árabes no Canada, russos no Canada e assim por diante. O Canada é essa grande nação que se diz abraçar todas as outras através da seu multiculturalismo e sua dita tolerância. Mas como disse o Neil o Multiculturalism Act é genérico e usa com frequencia palavras como: reconhecimento, apreciação, respeito, promover, preservar e outras do gênero. Parece até que esta falando de um patrimonio da humanidade. E acaba por afirmar que os imigrantes não precisam mudar quem eles são colocando na sociedade a responsabilidade de se ajustar aos que chegam. Como se os imigrantes fosse continuar aqui a vida do jeito de levam lá no seu pais de origem. Como se a cultura daqui não fosse influenciar o individuo. Nós, como seres humanos, não somos estáticos o ambiente muda a gente. As experiencias nos enriquecem e com o tempo mudamos. Eu não sou as a menina que chegou aqui há quase dois anos. Muito menos a menina que era quando vim pro Canada pela primeira vez em 2008. Não tem pra que proteger algo que eu não sou mais. Eu, particularmente quero me “enturmar” aqui. Não quero apenas ser uma brasileira em Montreal. Eu quero ir além e eventualmente “ser daqui”. Entender como a cidade, a província e o pais funcionam. Não quero ninguem me obrigando a ser a ~tipica brasileira~ de samba, carnaval e futebol – nunca fui isso mesmo. O Brasil é mais que isso. Os ~haters que me perdoem, mas é um país cheio de belezas e riquezas que nem sempre valorizamos. Mas na hora de representar o país ficamos sempre amarrados a esses conceitos – e outros preconceitos. No texto Neil ressaltou uma coisa que eu não havia reparado ainda: a simplificação da cultura. Que nos milhões de festivais que o Canada tem pra promover e valorizar o multiculturalismo são muito superficiais ainda presos a esteriótipos apenas para entretenimento. Não promover o conhecimento e a quebra de barreiras. Você não sai sabendo ou conhecendo mais do que quando entrou. É verdade. Acaba por ser tudo um grande teatro preso no tempo ou num mesmo cenário (e muito provavelmente do mesmo lugar. Quem de fora do pais vai saber de Santa Catarina ou Mato Grosso? Mas quase certo que sabem Rio). Não representa a realidade daquele lugar, a situação atual nem como são as pessoas. Muito triste isso. O Canadá esta perdendo uma oportunidade de ser um país muito rico em conhecimento. Cada imigrante pode ser considerado uma fonte de conhecimento e uma ponte até aquela cultura. Não tempo pra que ficar repetindo esteriótipos.

E com toda essa questão de proteger e preservar a cultura de fora – e de certa forma não se impor nem seus valores –  o país se coloca em situações muito complicadas. Neil cita exemplos como dos Serbians vs Croatians em que um membro da Ontario Legislature não quis se desculpar pelo o que disse sobre os Serbians. Pelo o que eu entendi esses dois grupos tem uma rixa antiga que é passada a diante. Agora o que acontece quando eles imigram pro Canada? O que acontece com essa rixa? Ou como o caso em que faz parte da cultura dos West Indians fazerem festa com musica alta e convidar vizinhos com comida e bebida de sobra com intuito de diversão. Mas na realidade daqui acabam virando um vizinho festeiro que toca musica alta e perturba e fica sendo mal visto pelos outros. O que o Canada faz sobre isso? Dai que se alguém reclamar do som alto acaba sendo visto como intolerância e agressão a cultura (oi?).   Afinal ele me encoraja a levar quem eu sou, minha cultura, raízes e costumes comigo. Junto com preconceitos, rivalidades, intolerância, pensamentos/atitudes radicais. Não faltou um limite? Não seria essa a oportunidade do Canada se impor como um lugar onde a aceitação, igualdade, o respeito prevalecem? Aí o texto traz um exemplo que vai ainda mais longe e eu, pessoalmente, fico que não saberia o que fazer como ministra ou sei la quem decide essas coisas: a circuncisão feminina. Houve um aumento no pedido desse procedimento. Acontece que por aqui isso é visto como mutilação e ainda traz repercussão na saúde da mulher como sangramentos graves, infecções frequentes, dor durante o sexo, hemorragia durante o parto ou infertilidade. É uma pratica que não faz sentido dentro da mentalidade Ocidental. Mas é cultural, e aí? E acaba que as famílias acabam por mandar as meninas pro país para fazer o precedimento que eles gostariam que fosse realizado no Canada.

Toda essa questão do ~multiculturalismo~ faz a gente olhar uns pros outros com essa premissa de querem encaixar todo mundo num grupo, seja ele étnico, cultural ou religioso. E é assim que nascem diálogos como:

– Da onde você é?

– Daqui.

– Não. Da onde você é mesmo. Seus pais sua familia?

No inicio eu achava que eu tinha A cara de turista. Mas no colégio comecei a perceber que é a tipica pergunta daqui. Até quem nasceu aqui recebe essa pergunta (especialmente se tem uma feição muito ~étnica). Ser daqui não satisfaz. Tem que dizer de onde seus pais (ou talvez avós) vieram. Ucrânia, Jamaica, Tailandia, Coréia. E assim nascem os alguma-coisa-canadian. Porque ser canadense não responde a pergunta. Nesse momento é que os que mudam pra cá e seus filhos ficam com uma identificação mista. Quem nasceu aqui é canadense primeiro ou a nacionalidade de seus pais primeiro. As vezes eu sinto que essa identificação de “grupo” conta mais. É ser indiano primeiro, croata primeiro, chines primeiro e depois canadense. Ao ponto que os filhos de imigrante foram lutar na Croácia. Eu acho estranho que crianças que nasceram e cresceram aqui tomem parte numa briga que “nem é deles”. Imagina que eu tenho um filho aqui e ensino ele a não gostar de argentinos. Faz sentido? Pra mim não. Já é besta isso no brasil que dirá num país que está na outra ponta do continente.

Quem sai perdendo é o Canada que constrói um país dividido, segmentado, que mantém preconceitos em vez de minimiza-los. Vira um país cheio de clubinhos e nenhuma noção de unidade e conjunto coeso. Ficam passando essa ideia de um grande mosaico de culturas e esquece de fortalecer a própria. Os valores do Canada soam bem legais, mas seria mais legal ainda se fossem trabalhado para que criar uma sociedade coesa.

 

Ela

Coisas de Montreal – aviso da prefeitura aux résidants

Hoje eu dei de cara com uma cartinha da prefeitura aos residentes para comunicar que eles vão fazer obra na pracinha aqui perto que vai durar um ano (até o verão de 2015). Achei tão bonitinho que eles se dão ao trabalho de mandar cartinha ^^. Como desculpa pra treinar o francês (+ curiosidade) eu li tudinho. Basicamente eles avisam da obra, dizem a duração, o que vão fazer, porque estão fazendo e ainda tem fotenha de como deve ficar. Pedem desculpa pelo inconveniente e ainda deixam telefone se você quiser falar qualquer coisa.

2014-07-02 12.08.47

2014-07-02 12.09.06

#coisasdemontreal

E achei nos face da vida um lista de invenções de Montreal! Veja a lista na pagina do QUEBEcLEZA! no Facebook.

Ela

I S2 MTL

As vezes eu olho a minha volta e fico feliz pelo simples fato de estar aqui. Eu adoro o país e a cidade. Eu tenho tido a sensação de que eu estou no lugar certo. A certeza de que eu quero imigrar só aumenta e se confirma. É aqui que eu quero ficar. Essa qualidade de vida é um encanto. Eu tenho a sensação de que aqui todo mundo tem tempo pra viver. De que outra forma você explicaria parques lotados a tarde?? E as vezes eu sinto que o pessoal é mais saudável em alguns aspectos. Parece que boa parte da população faz atividades física de algum tipo. Ontem eu vi um tiozão mó sarado correndo no parque! Mas nada é perfeito, porque o que esse povo fuma né brincadeira não!

Conversando com uns colegas de classe daqui eu percebo que todo mundo aqui viaja. Lugares como Cuba, México, Havaí são completos clichês. E nem quis colocar na lista o vizinho Estados Unidos. Isso se eles não foram mais longe, como: Europa, Asia e pra você ver minha roommate foi pra Austrália. Ah, eu quero essa vida! Isso sem contar lugares pra ir e coisas pra fazer dentro do próprio Canada. Eu tenho na minha lista ir ver as baleias e a aurora boreal! E é por essas e por outras que eu estar aqui me da essa sensação de um mundo de possibilidades! Parece que tudo é possível e que a vida é mais bela aqui. Acho que estou num momento paixão Canada/Montreal. hihihi Sou infinitamente grata de estar aqui e ainda ficar aqui mais um pouco. Aqui só me faz falta pessoas. Colegas eu tenho, mas me faltam amigos. E amigos como os que eu tenho lá não sei se acho aqui. Bate uma solidãozinha, um desejo de achar as pessoas certas ou de que diferenças culturais não fossem grandes ou barreiras. Mas eu tenho só um ano aqui e apenas seis meses de curso. Quem sabe se meu melhor amigo/a ta sentando do meu lado e eu não sei rss

*e procurando foto pra esse post dei de cara com isso: 7 reasons to love living in Canada.

Ela

Fotos antes e depois – primavera!!

Comparando:

Inicio da primavera, 31 de março e hoje, 27 de maio:
2014-03-31 14.34.502014-05-27 12.08.54

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais uma.

Inverno. 28 de março num dia de neve:

2014-03-28 07.28.17

12 de abril:

2014-04-12 15.58.37

12 maio (depois que eu voltei do Br) (um mes certinho sem querer rss)

2014-05-12 09.17.55

 

Quando a primavera vai chegando ela vai chegando com tudo. Parece que foi meio que de uma semana pra outra. Acho que ano passado não foi tão rápido assim não rs. Mais umas fotinhos da primavera

2014-04-11 11.48.11

momento feio: sem neve, sem flores.

2014-05-15 12.20.14

cover photo da pagina no Facebook

2014-05-21 09.56.25

achei liiinda essa arvorezinha branca!

2014-05-23 14.25.45

gramado verdinho verdinho *_*

 

Ela