Qu’est-ce qu’il a dit???

Lendo o post da Lidia sobre sua “telefonefobia” – que eu tambem tenho por sinal desdo Brasil – lembrei de uma situação que me aconteceu e eu não sei porque não contei aqui.

Nessa de procurar emprego a gente deixa email e telefone no CV. Então eu ficava sempre tensa quando meu telefone tocava. Por algum motivo passei a receber mais ligações por engano…. ¬¬ Graças ao bom Deus o primeiro contato foi por email. Provavelmente daquelas pessoas que resolvem a vida no celular. Dai eu tive tempo de pensar e conferir os erros no Google  antes de responder \o/ E assim marcar uma entrevista. Até que um dia…

Um dia alguém me ligou e queria falar com a madame “Ela” >__< Hora de colocar o francês pra funcionar sobre pressão. Como toda vez que eu atendo o telefone (mesmo no Brasil) eu nunca guardo/entendo/presto atenção quando a pessoa fala “oi, eu sou fulano da empresa tal” que é a chave de tudo. Então já não sabia direito da onde a pessoa era. Dai falou que viu meu CV e queria marcar uma entrevista (ebaaa). Ai ele me pergunta quando estou disponível (o que pra mim é estranho já que no Brasil eles sempre ja tem uma data e hora e você que se vire pra estar la na hora que eles falaram. Aqui é negociável). Marquei pro après-midi do dia seguinte (pra ter tempo de ficar em panico e me organizar etc). Dai eu perguntei o endereço… e entendi mais ou menos… dai eu perguntei o nome da empresa e entendi quase nada, dai ele me passou o telefone… e eu entendi mais ou menos!! E agora!?!?? Cheguei a insistir um pouco no nome da empresa (pra jogar no google depois!), mas parecia um nome alemão falado com sotaque de quebecois, ai é dose! Nem soletrando 3 vezes rolou *deprimi*. O endereço entendi o numero e não fiquei certa do nome, parecia rua Anderson. E o telefone 2 numeros tb me deixaram na duvida, mesmo eu confirmando depois. E de quebra eu fiquei com duvida da hora, já que 12 e 2 ficam meio parecidos para ouvidos não treinados…. ( douze heur x deux heure  ). Acontece que quando eu pedi pra soletrar e repetir de novo e de novo eu ja estava ficando sem graça e… pra ser sincera me sentindo meio tapada. E claro, fiquei pensando se isso ja estava me fazendo perder pontos na entrevista. Então eu dei a louca fingi que entendi e resolvi me virar com o que eu tinha. Foi um risco tremendo, mas eu não sabia mais o que fazer!

Então vamos recapitular: eu tinha uma entrevista no dia seguinte em francês, num lugar que eu não sei onde é, numa empresa que eu não entendi o nome, num telefone não muito certo, que podia ser as 12 ou as 14. Em uma palavra: PANICO!

Vamos usar a cabeça. Primeiro olhei no celular pra ver se era o numero que ele me deu. Deus é bom! Era o mesmo numero e eu entendi direito! Ufa! Joga o telefone no Google! É um celular, não tem informações…. Vê se rua Anderson existe. Existe! Joga o endereço no Google pra procurar que restaurante está la que parece com o que eu ouvi. Hmmm! Achei! 😀 Deus abençoe o Google e todas as suas ferramentas! Mas o horário ele não pode me confirmar…. Então resolvi acreditar no que eu ouvi e ir as 14h. E sim, era a hora marcada. Me senti uma detetive depois dessa loucura toda!

Ainda tenho todos os meus medos de falar francês e falar no telefone não é exatamente a minha primeira opção. Mando email, vou no lugar, mas não manda eu falar no telefone >__<

Bom, tentei o meu melhor e dei meu jeito. E que bom que deu certo! hehehehe

Desejem-me sorte pra próxima ligação!

Ela

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